Palestras tratam de robótica à realidade virtual, passando por big data e as implicações da inteligência artificial no futuro da humanidade
Os TED (sigla para Tecnologia, Entretenimento e Design) Talks tornaram-se um fenômeno mundial ao reunir palestrantes notáveis – de cientistas destacados, passando por gurus da moda até pessoas comuns – para contar histórias inspiradoras para uma audiência global.
Até o momento, já foram mais de 2 mil apresentações gravadas, tocando temas variados, como tecnologia, ciência, negócios, energia, medicina, religião… E, talvez, a questão que torna esse material ainda mais legal é o fato de que é possível ser acessado de forma gratuita.
Listamos dez TED Talks recentes que entusiastas de tecnologia certamente se interessarão. As apresentações (em inglês) trazem temas que vão desde robótica até realidade virtual, passando por carros autônomos, big data e as implicações filosóficas da inteligência artificial no futuro da humanidade. Divirta-se.
Hugh Herr: Avanços da biônica permitirão correr, escalar e dançar
Hugh Herr é um designer do MIT que cria extremidades biônicas que emulam a função de membros naturais. Amputado, ele projetou suas próprias pernas mecânicas. Na sua apresentação inspiradora, ele retrata as formas inovadoras sobre como sistemas de computadores podem ser usados em conjunto com membros artificiais para criar membros biônicos que se movem e respondam como se fossem de carne e osso. A conversa termina com uma performance comovente.
Chris Milk: Como a realidade virtual pode criar empatia
Chris Milk detalha o processo que o levou de um diretor de vídeo da música aclamado à condição de artista experimental da realidade virtual. Ele trabalhou com as Nações Unidas para fazer filmes que exploram o conceito, como “Clouds Over Sidra”, que dá uma visão em primeira pessoa da vida de um refugiado sírio que vive na Jordânia. A obra tenta ajudar funcionários da ONU a entenderem melhor como suas ações podem afetar a forma como as pessoas de vivem em todo o mundo.
“[Realidade virtual] não é um periférico de jogos de vídeo. Ela pode conectar os seres humanos a outros seres humanos de uma maneira profunda, que eu nunca tinha visto antes em qualquer outra forma de mídia … É uma máquina, mas através desta máquina, tornamo-nos mais compassivos, mais compreensivos, mais conectados e mais humanos”, diz.
Topher White: O que pode salvar a floresta tropical? Seu telefone celular usado
Topher White iniciou o projeto Rainforest Connection, iniciativa que usa telefones celulares reciclados para monitorar e proteger áreas remotas de florestas tropicais em tempo real. Sua conversa gira em torno de uma viagem extraordinária na qual descobriu abusos da indústria madeireira.
Resistindo à vontade para desenvolver uma solução high-tech e cara, ele resolveu utilizar aparelhos simples que são colocados no alto das árvores e programados para ouvir motosserras e enviar dados para agentes de proteção.
Fei-Fei Li: Como ensinamos computadores a compreender imagens
Fei-Fei Li é diretora do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade de Stanford, onde conduz experimentos explorando como os cérebros humanos atuam para ver e pensar e transportar isso para o mundo dos computadores.
Pia Mancini: Como atualizar a democracia para a era da Internet
Pia Mancini espera que o uso da web revolucione a democracia. A ativista vê a tecnologia como fonte para informar os eleitores, fornecer uma plataforma para o debate público e dar aos cidadãos uma voz nas decisões do governo. Ela ajudou a lançar uma plataforma móvel de código aberto chamado DemocracyOS, que foi projetada para tal finalidade. Em sua palestra, coloca a questão: “Se a Internet é a nova mídia, então, o que é a democracia para a era da Internet?”.
Kenneth Cukier: Big data significa dados melhores
Kenneth Cukier passou vários anos estudando sobre como grandes volumes de dados grandes e ferramentas de aprendizado de máquina estão impactando a sociedade. Em sua apresentação, apresenta tudo que aprendeu até agora sobre esse assunto.
Rana el Kaliouby: Este aplicativo sabe como você se sente
Nesta palestra, a cientista da computação Rana el Kaliouby descreve seus algoritmos de projeto de trabalho para um aplicativo usado em celulares, tablets e computadores que podem “ler” os rostos das pessoas e reconhecer emoções positivas e negativas.
Por que isso é bom? Segundo a palestrante, um aplicativo que aprende expressões pode indicar se um aluno está confuso ou entediado, desacelerar ou acelerar um carro caso o motorista apresente sinais de cansaço e por aí vai. “Temos esta oportunidade de ouro para reimaginar como nos relacionamos com as máquinas”, afirma.
Chris Urmson: Como um carro sem motorista vê a estrada
Nesta palestra, Chris Urmson cita alguns cenários problemáticos do ato de dirigir para apresentar os avanços e benefícios dos carros autônomos. Ele, que trabalha em um projeto focado nesse tema no Google, trata sobre como os veículos autodirigíveis entenderão o ambiente para decidir que medidas devem tomar com base em um amplo conjunto de modelos comportamentais.
Jeremy Howard: As implicações maravilhosas e terríveis de computadores que podem aprender
Jeremy Howard imagina quanto o aprendizado de máquina pode melhorar nossas vidas. Sua palestra explora o aprendizado profundo, uma abordagem para permitir que computadores se alimentem e evoluam através de um conjunto de algoritmos. Um pouco longo, mas fascinante, a palestra descreve maneiras diferentes sobre como computadores podem aprender por meio da “visão”, “audição” e “leitura”.
Nick Bostrom: O que acontece quando nossos computadores ficam mais espertos que nós?
Formado em física, neurociência computacional, lógica matemática e filosofia, Nick Bostrom é professor de filosofia na Universidade de Oxford e autor do livro Superinteligência: Caminhos, perigos, estratégias. Ele também é fundador do Future of Humanity Institute, um centro de pesquisa multidisciplinar que impulsiona matemáticos, filósofos e cientistas para investigar a condição humana e seu futuro.
Bostrom teoriza que a inteligência artificial será a última invenção que a humanidade terá de fazer e, eventualmente, máquinas serão melhores que os humanos no processo de invenção/inovação.