O bloqueio dos serviços do WhatsApp, determinado ontem (2/5) pela justiça de Sergipe, foi criticado pelo diretor executivo do serviço, Jan Koum, em sua conta no Facebook. “Mais uma vez milhões de brasileiros inocentes estão sendo punidos porque um tribunal quer que o WhatsApp entregue informações que nós repetidamente dissemos que não temos”, disse.
Ele explicou que o aplicativo faz a criptografia das mensagens para manter as informações dos usuários seguras. “Quando você manda uma mensagem criptografada, ninguém mais pode ler – nem mesmo nós”, alegou Koun. Além disso, o WhatsApp não guarda os históricos das conversas nos servidores, alegou.
Koum disse que a empresa está trabalhando para reativar o serviço o mais rápido possível, e ratificou que o WhatsApp não tem intenção de comprometer a segurança de bilhões de usuários pelo mundo todo. Ele já havia criticado anteriormente a justiça brasileira quando houve outro bloqueio do serviço, em dezembro do ano passado.
O serviço está bloqueado em todo o país desde às 14h de ontem, por determinação do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto, em Sergipe. A medida vale inicialmente por 72 horas, mas, se houver uma liminar derrubando a decisão, o serviço pode ser retomado antes desse prazo.