A Alphabet (empresa-mãe do Google) e o Facebook estão expandindo seus planos para desenvolver aviões não tripulados que possam fornecer acesso à internet banda larga para diversas partes do mundo. Discretamente, as duas empresas entraram com novos pedidos de registro para novos modelos de drones junto à Administração Federal da Aviação dos Estados Unidos.
As gigantes da tecnologia estão aproveitando que a atenção do grande público está voltada para projetos menores, como o
Project Wing da própria empresa de buscas, e o
Prime Air da Amazon, para discretamente investir em projetos maiores que podem operar em uma altura bem acima dos aviões tripulados, cerca de 90 mil pés.
Além disso, esses drones poderiam voar por semanas ou até meses, o que teoricamente dá a eles a vantagem de podem fornecer acesso à internet de alta velocidade a regiões do tamanho de cidades – e, em especial, para áreas remotas ou não desenvolvidas do mundo.
O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou em julho que a rede social tem trabalhado em maneiras de usar drones e satélites com o intuito de fornecer conexão a bilhões de pessoas que não vivem no alcance das redes sem fio atuais. No ano passado, a empresa, juntamente com a Samsung e outros players, criou o projeto Internet.org com a finalidade de fornecer acesso à rede a dois terços do mundo que carecem de uma conexão confiável.
A Alphabet, por sua vez, também está investindo em tecnologia para essa área, como a Titan Aerospace, uma startup do Novo México que já desenvolveu e testou drones movidos a energia solar em grandes altitudes. A equipe da startup foi integrada ao Google Access que também é responsável pelo Projetc Loon, um projeto que visa fornecer internet sem fio usando balões flutuantes sem energia por meio da estratosfera.