Como seria o GPhone ? este etéreo dispositivo de telefonia que foi assunto de intensa especulação? Com o lançamento pelo Google da plataforma Android, de desenvolvimento de software para telefones móveis, existem muitos comentários infundados, mas poucas informações verdadeiras. Este artigo pretende fazer uma análise mais objetiva.
O Google divulgou publicamente uma relação de todos os parceiros de seu projeto Android, que estão associados sob a denominação Open Handset Alliance. Mas ao examinar de forma inteligente em que essas companhias estão trabalhando, conseguimos chegar a uma projeção, com base em fatos, do provável conjunto de recursos que serviriam ao GPhone, caso ele venha a ser lançado.
Os parceiros da aliança que irão trabalhar nos dispositivos formam uma elite de empresas de software e hardware. São consagradas fabricantes de aparelhos de telefonia, como a HTC, de Taiwan, que oferece um dispositivo que muitos consideram melhor que o iPhone da Apple, o seu ótimo Touch. E existem inovadores ainda não conhecidos, como a TAT, da Suécia. Os designs da interface com o usuário, que são completos, mas não são convencionais, poderiam impulsionar o GPhone para o nível ?sagrado? de um aparelho tão simples que sua avó pode utilizá-lo sem problemas.
Embora o possível GPhone e aparelhos com Android não sejam revolucionário ? a própria existência da aliança implica que serão utilizadas tecnologias atualmente disponíveis ?, ele poderá conectar elementos sob novas formas agradáveis. O GPhone deverá ser um dispositivo de telefonia em uma ?roupagem? da web 2.0, apresentando uma abordagem mais amigável e mais integrada à computação móvel do que Steve Jobs jamais imaginou.
Veja oito tecnologias que podemos esperar encontrar no GPhone (ou em telefones baseados em Android).
1. Uma sofisticada interface com o usuário
Se o iPhone da Apple apontou a tendência para telas dos smartphones, é possível inferir que a Android não tentará superá-lo com uma imitação. Em vez disso, o Google e seus parceiros provavelmente seguirão um caminho diferente.
A jornada poderá levar à Europa, onde alguns dos trabalhos mais interessantes de desenvolvimento de interfaces com o usuário estão sendo realizados na pouco conhecida empresa sueca TAT. Esta é uma sigla para “The Astonishing Tribe” (?A Surpreendente Tribo?). Deixando de lado a pretensão do nome, o trabalho da fabricante de software de comunicações móveis está focalizado em expandir os limites das interfaces com os usuários de telefones. Em seu portfólio, afirma estão marcas como SonyEricsson, Samsung, TeliaSonera e Orange.
A julgar pelas evidências, a TAT está obtendo muito sucesso na implementação de interfaces com o usuário, que não só fazem moda, mas também são bem projetadas. Na maioria das vezes, fazem jus ao ditado do bom design, que diz “menos é mais”.
A filosofia de design da TAT pode ser entendida com base na crença de que as interfaces dos atuais telefones celulares são complicadas demais. Em um relatório, a companhia cita um estudo mostrando que 85% dos consumidores admitiram ser incapazes de acessar ou utilizar serviços móveis, principalmente por causa da crescente complexidade do dispositivo.
É interessante observar que a TAT enfatiza que seu software não depende de plataformas. Essa declaração fortalece a idéia de que qualquer que seja o dispositivo de telefonia do Google, ele será menos uma nova plataforma inovadora do que uma combinação das mais avançadas tecnologias móveis da atualidade.
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