E-commerces de turismo no Brasil foram os sites que mais atraíram clientes durante os Jogos Olímpicos Rio 2016, respondendo por 50,96% de todos os produtos e/ou serviços ofertados via internet e relacionados aos Jogos, de acordo com levantamento realizado pela BigData Corp., em parceria com a PayPal.
Ainda de acordo com estudo, e-commerces de material esportivo também registraram bom número de acesso, com 37,18% dos produtos ofertados no período, seguido por sites que vendem equipamentos eletrônicos (7,13%).
Para a pesquisa, foram analisados mais de 10 milhões de sites em todo o País, no período de 5 a 25 de agosto, com intuito de mensurar o interesse de brasileiros em diversos esportes, atletas mais buscados na internet e lojas que turbinaram suas vendas durante o evento.
De tudo o que foi ofertado durante o período pesquisado pela BigData Corp., 65,54% foram produtos e/ou serviços com preço inferior a R$100. Outros 19,15% dos e-commerces comercializaram produtos e/ou serviços entre R$ 100 e R$ 500; 2,21%, entre R$ 500 e R$ 1 mil; e 13,10%, acima de R$ 1 mil.
Dentre os sites de e-commerce brasileiros que alavancaram suas vendas durante os jogos, 12,56% o fizeram com a ajuda de atletas olímpicos em seus comerciais/ofertas/filmes na internet. Além disso, 36,92% desses e-commerces não têm loja física, ou seja, atuam de forma 100% virtual; os outros 63,08% contam com a ajuda de lojas e/ou showrooms, onde vendem e/ou apresentam seus produtos.
“Cada dia mais empresas se rendem ao poder da internet para turbinar vendas. O e-commerce e o m-commerce são, definitivamente, o futuro dos negócios”, comenta Thiago Chueiri, diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil.
De acordo com Thoran Rodrigues, CEO da BigData Corp., as redes sociais tiveram papel de destaque na pesquisa. “[Elas] se tornaram ferramentas importantíssimas para as lojas, sejam elas 100% on-line ou grandes cadeias de varejo”, comenta. “Outro ponto fundamental: grandes eventos esportivos de visibilidade global são excelentes para um e-commerce fechar mais negócios e conquistar novos clientes”, completa.
Nesse sentido, o Facebook foi a rede mais usada pelos e-commerces (com 100 pontos em 100 possíveis); seguida por Twitter (93 pontos); Instagram (83); e YouTube (20).
Buscas
A ginástica artística bateu recorde de buscas no Google: 100 pontos de 100 possíveis. Segundo a pesquisa, por uma questão bastante simples: pouca gente conhecia o esporte e muito menos suas regras.
Além disso, o estudo também aponta que, assim que a seleção brasileira de futebol se classificou para a final, Neymar se tornou o atleta mais procurado no site de buscas – chegando a cravar 100 de 100 pontos possíveis no dia 20, data da finalíssima no Maracanã (quando depois bateu a Alemanha nos pênaltis e conquistou o ouro). E não perdeu mais a liderança.
Dos mais de 10 milhões de sites nacionais pesquisados, 44,73% falaram sobre os Jogos, segundo a BigData Corp. Destes, 50% são blogs; 30%, sites de notícias; e 9%, e-commerces.