Nos últimos meses, temos sido inundados com uma grande quantidade de informações a respeito das comunicações unificadas (UC, na sigla para unified communications). Porém, pouquíssimas organizações têm tido sucesso na implementação deste importante conjunto de tecnologias ou arquitetura. Quando criamos a área global de UC na Eaton, empresa mais inovadora de TI em 2008 pela InformationWeek Brasil, sabíamos de todo o potencial que esta nova tecnologia poderia trazer para todas as nossas unidades de negócio, mas também conhecíamos as barreiras de “venda interna” e implementação desta nova tecnologia.
Para sobrepor estas barreiras, utilizamos as mesmas estratégias e táticas usadas no posicionamento e lançamento de nossos produtos inovadores no gerenciamento de energia. Inicialmente definimos o escopo de comunicações unificadas para a Eaton, pois encontramos no mercado as mais diversas definições de UC, dependendo do fornecedor de tecnologia, arquitetura, investimentos existentes etc. Para tanto, incluímos em nosso escopo e-mail, voice mail, speech access, instant messaging, softphone, web-audio conference, desktop video, personal fax etc.
Este escopo está diretamente relacionado com as condições de negócios e mercado vigentes, ou seja, globalização dos negócios, redução de custos de viagens em função da crise econômica mundial, pandemia global, necessidade colaboração/inovação, oportunidades de redução de custos com a nova tecnologia, entre outros.
Definimos, ainda, alguns princípios básicos, tais como: otimização e reuso de investimentos existentes, interface única para nossos clientes/usuários, soluções globais padronizadas e centralizadas sempre que possível, plataformas flexíveis e que permitam crescimento e integração com outras aplicações.
Uma vez definida a arquitetura de comunicações unificada, fizemos uma análise de nosso mercado interno (segmentação):
– Alta mobilidade: vendas, engenheiros de campo, comunicações via equipamentos portáteis (notebooks, BlackBerries, Windows Mobile etc.)
– Mobilidade média: possui escritório fixo, porém, faz uso de trabalho remoto em até 50% do tempo.
– Home office: trabalha de casa a maior parte do tempo, incluindo algumas viagens.
Com o entendimento de que não existe uma solução única que possa atender a todos os clientes (seja pela necessidade dos mesmos ou custos envolvidos), preparamos alguns “combos” de produtos baseados nas segmentações acima, tais como: integração e-mail e voice mail, IP softphone e instant messaging, áudio-web-desktop video, instant messaging para devices portáteis, entre outros.
Com esta estratégia, criamos grupos de testes nas unidades de negócios nos diversos segmentos e, apenas alguns meses após iniciados os testes, já possuímos mais de 8 mil clientes/usuários de UC.
O sucesso dessa tecnologia nos permitiu reduções de custos extremamente significativas em algumas áreas (entre 30% e 50%), ganhos de produtividade, aumento de colaboração, redução de ciclo de desenvolvimento de produtos.
Assim sendo, as comunicações unificadas vieram para ficar, provando ser um ótimo instrumento para enfrentar tempos difíceis na economia (reduzindo viagens, custos de comunicação, treinamento), além de permitir rápida expansão em tempos de crescimento.
*Jedey Miranda é CIO para a América Latina da Eaton e líder na área de comunicação unificada. O executivo escreveu com exclusividade para InformationWeek Brasil.
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