Após uma primeira onda de adoção de cloud computing em busca de redução de custos e otimização de processos, agora a TI rende-se à uma nova fase de implementação da nuvem pautada na procura por aumento de receita e otimização do orçamento de TI. Agora, agilidade e inovação são palavras de ordem, sintetiza Marco Sena, diretor de Desenvolvimento do Mercado de Cloud da Cisco para a América Latina.
“Quando se opta pela nuvem, claramente há uma redução da barreira de entrada de projetos, porque não há investimento em infraestrutura. É possível testar novas ofertas muito rapidamente”, afirma o executivo, acrescentando que outro benefício é a aproximação da TI com as áreas de negócios. Embora queiram aproveitar todo o potencial da nuvem, o estudo mostra que 32% das companhias não têm uma estratégia de cloud. “Trata-se de um paradoxo”, define.
Aquelas que encontram uma forma estruturada de usar cloud, no entanto, registram uma série de melhorias. Sena destaca que o estudo identifica cinco estágios de maturidade da nuvem: ad hoc, oportunista, repetível, gerenciada e otimizada e que empresas que aumentam sua maturidade de nuvem do nível mais baixo para o mais alto podem obter salto de 10,4% na receita, redução de 77% nos custos da TI, 99% de diminuição no tempo de prestação de serviços e 72% a mais de capacidade da área de TI em atender níveis de serviços (SLAs).
Em relação aos países, o estudo mostra que os Estados Unidos são os mais maduros em relação ao uso, com 34%. Em seguida está a América Latina com 29% e o Reino Unido com 27%.
Sena conta que para ajudar organizações a identificarem o nível de maturidade no uso de cloud, a Cisco desenvolveu um site com 14 perguntas que, ao final, promovem uma comparação da companhia em relação a outros negócios da mesma indústria, companhias de mesmo porte e localização.
Melhorias
Sobre os benefícios econômicos identificados nas empresas que adotaram nuvens mais maduras, as companhias obtiveram, em média, US$ 1,6 milhão em receitas adicionais por aplicação implementada em nuvem privada ou pública. Essas empresas também registraram redução de custos de US$ 1,2 milhão por aplicação baseado na nuvem.
Os aumentos de receita resultaram, em grande parte, das vendas de novos produtos e serviços, aquisição de novos clientes ou expansão das vendas para novos mercados, mostra o levantamento. As empresas atribuíram os ganhos de receita à transferência de recursos de TI – de atividades tradicionais de manutenção de TI para iniciativas novas, mais estratégicas e inovadoras.
Em termos de indústria, o setor de manufatura tem a maior porcentagem de empresas em um dos níveis de adoção de nuvem (com 33%), seguido das áreas de TI (30%), finanças (29%) e saúde (28%).
Os níveis mais baixos de adoção registrados, na classificação por setor, foram governo/educação e serviços profissionais (22% cada) e varejo/atacado (20%). Ainda na classificação por indústria, os setores de serviços profissionais, tecnologia, transporte, telecomunicações e de utilidades esperam maior impacto sobre seus indicadores-chave de desempenho (KPIs).