Companhias em todo o mundo desconhecem as vantagens competitivas da nuvem e superestimam sua agilidade. É o que mostra estudo realizado pela Oracle. O levantamento destaca ainda que companhias não conseguem gerenciar de forma flexível suas cargas de trabalho ou desenvolver, testar e lançar rapidamente novos aplicativos, o que as deixa mal preparadas para lidar com as ameaças competitivas.
O estudo Oracle Cloud Agility ouviu 2.263 funcionários de grandes empresas globais para entender a agilidade dos negócios na era da nuvem. Os resultados demonstram que 64% consideram sua organização ágil (por exemplo, capaz de se ajustar rapidamente a novas oportunidades de negócios ou implementar novos produtos ou serviços rapidamente). Analisando o Brasil, as empresas são ainda mais positivas, com 72% acreditando que suas empresas são ágeis – atrás apenas dos chineses, com 80%.
Especificamente sobre os benefícios da agilidade, 81% dizem reconhecer sua importância para o sucesso das empresas. No Brasil, para 89% disseram o mesmo. Quase um terço dos participantes (29%) acredita que a mobilização efetiva de aplicativos e serviços é o fator mais importante para o sucesso das empresas atualmente, no que diz respeito à infraestrutura de TI.
O estudo também revelou que o impacto competitivo da agilidade tem importância crítica nos negócios. A habilidade dos concorrentes em lançar serviços inovadores para os clientes mais rapidamente foi identificada como a principal ameaça pelas empresas (27%). Até 52% das companhias não possuem uma infraestrutura de TI capaz de resolver as ameaças para a competitividade, diminuindo para 47% no Brasil.
Quase metade das organizações pesquisadas não consegue, ou não sabe se é possível mudar as cargas de trabalho entre nuvens públicas, privadas ou híbridas e migrar aplicativos instalados localmente para a nuvem. Além disso, 50% das empresas consegue desenvolver, testar e implementar novos aplicativos empresariais para uso em dispositivos móveis em menos de seis meses, com esse número caindo para apenas 30% em um período de um mês.