Com foco no desenvolvimento das organizações, a profissionalização da liderança na gestão das pessoas tornar-se vital para a companhia. “O problema é que a grande maioria das empresas, quando atingem a maturidade, enfrentam basicamente três problemas: não conseguem lidar com mudanças, não definem sucessão e; não sabem como crescer”, aponta o professor e especialista Léo Bruno da Fundação Dom Cabral (FDC), que além de Doutor em Ciências Comportamentais Aplicadas, é membro da UNESCO.
Em sua palestra durante o Reseller Conference 2008, o especialista explicou a importância para as organizações de terem à frente de suas operações gestores que desenvolvam equipes de alto desempenho com autonomia e que saibam estabelecer prioridades. “Emprega-se erroneamente a palavra líder. Cabe ao líder o desenvolvimento humano, se isso não ocorrer, há entraves no crescimento da companhia”, afirma. Além disso, ele ressalta a importância no momento da contratação “tem de se escolher pessoas que tenham capacidades para serem trabalhadas”, alerta.
De acordo com o professor, há de se ter harmonia entre os valores teóricos, estéticos, sociais, econômicos e políticos de cada gestor. Caso algum desses valores estejam sobressalentes a gestão estará prejudicada. Ao longo da palestra, o especialista aplicou testes nos congressistas a fim de que verificassem suas deficiências, bem como os pontos fortes. Além de oferecer outras ferramentas que avaliam e direcionam a liderança.
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Ao final do workshop, Socorro Silveira, responsável pelo departamento de RH do Grupo Fortes Informática, empresa de software, apresentou como a companhia tem aplicado a profissionalização da liderança na gestão de pessoas, com a ajuda da Fundação Dom Cabral. No final de 2006, a companhia contou com a aplicação da reestruturação de 15 líderes. Entre os benefícios citados por Socorro estão o alinhamento entre diretores e gestores, a clareza quanto às atividades críticas, a revisão de processos organizados e a elevação dos resultados. “Cada análise envolve tempo e desgaste. Apesar dos resultados positivos, ainda estamos em processo de avaliação”, diz.
O Grupo Fortes obteve em 2007, crescimento de 30% se comparado a 2006. Socorro garante que o processo de profissionalização dos líderes foi um dos fatores que garantiram tal desenvolvimento.