Em sua primeira coletiva de imprensa depois de assumir as
operações brasileiras da Ericsson, em setembro deste ano, Fatima Raimondi, deu
uma perspectiva conservadora com relação ao faturamento e ao crescimento das
operações. O tom do discurso parece ter mudado. Em almoço com a imprensa nesta
quinta-feira (18/12), Fatima, que fez carreira na Ericsson onde entrou como
estagiária, mostrou-se otimista e acredita que a crise não afetará – pelo menos
nos dois primeiros trimestres do ano que vem – o mercado de telecom.
Um retrato disso está no anúncio de investimentos da fornecedora
de tecnologia e serviços para operadoras de telecomunicações. Para o próximo
ano, a companhia desembolsará um total de R$ 15 milhões para aumentar a produção
local na fábrica de São José dos Campos (SP), com foco, principalmente em 2G e
3G. Este é também o maior valor investido desde 1998, quando a companhia injetou
US$ 31 milhões. Em 2007, foram US$ 5 milhões.
Além dos equipamentos 2G e 3G e da inclusão de produtos para
a fabricação local, o objetivo da Ericsson é aumentar as exportações de olho na
África e na América do Sul, que hoje estão na casa dos R$ 150 milhões a R$ 200
milhões. A executiva, no entanto, não revelou para qual patamar deseja saltar.
Questionada sobre o faturamento de 2008 da companhia, Fatima
não abriu números e nem revelou se a empresa vai crescer os 5% a 10% anunciados
em setembro. “Vamos
crescer de acordo com o mercado. Nos últimos meses tivemos bastante trabalho”,
afirmou, contando que, apenas no mês de novembro, entregou para uma operadora o
equivalente ao que forneceu em 2007 inteiro.