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  3. EUA também têm desafios com banda larga

EUA também têm desafios com banda larga

Publicado:
23/08/2010 às 10:43
Leitura
4 minutos
EUA também têm desafios com banda larga

Em junho, o CEO Kyle McSlarrow, da National Cable and Telecommunications Association, definiu a implantação de banda larga norte-americana, dos últimos 10 anos, “uma história de sucesso paralela”, lembrando o crescimento das redes de cabo IP e as mais rápidas e caras opções de banda larga no mercado. Ele está correto, de certo modo. Entre os países do G7, mesmo que os Estados Unidos estejam em 5° lugar em penetração de banda larga, têm feito progresso.

Entretanto, quando se avalia o preço médio da banda larga pelo mundo, os EUA não podem se comparar aos outros – Reino Unido, Suécia, França, Japão, Coreia, Alemanha e muitos outros países industrializados oferecem internet rápida mais barata.

Quando olhamos para os números de assinantes a cada 100 habitantes, os EUA estão na 22ª posição, um pouco acima da média estabelecida pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mas ainda abaixo dos países escandinavos, Coreia, Canadá, França, Reino Unido e outros.

Assim como em muitos outros casos, onde você está depende de onde você se senta. Tony Patti, CIO da S. Walter Packaging, uma empresa com mais de um século, na Filadélfia, disse que mesmo no mercado de SOHO, banda larga significativa está disponível por preços relativamente baixos. “As pessoas querem mais por menos, mas estamos em um período excelente e revolucionário da história da convergência da computação e da comunicação”, avalia. Mas as duas questões mais importantes aqui são: você está na área de cobertura do fornecedor; se estiver, a velocidade real está de acordo com a velocidade contratada? Nos maiores mercados a resposta é: provavelmente. Mas converse com alguém em uma cidade menor ou na área rural, e uma história diferente será ouvida.

Kris Hoce, CEO do Hospital Pardee, em Hendersonville, Carolina do Norte, disse que as linhas de telecom do hospital de 200 leitos, estão “expandidas”, hoje, mas, quando a equipe de gerenciamento precisar enfrentar os desafios de amanhã, incluindo telemedicina e telemetria, ele ficará ainda mais preocupado.

Até que o concorrente, Morris Broadband, entrasse no mercado, no ano passado, a operadora encarregada era a única opção do Pardee. “Você aceita qualquer coisa que eles te oferecem, nos termos e horários deles, e ainda paga os olhos da cara”, disse Hoce.

Desde que a Morris Broadband entrou no mercado, o hospital reduziu entre 10% e 15% os gastos com telecom, embora não consiga sempre a banda necessária. A penetração da concorrência é complicada. Conversamos com diversas operadoras de telecom menores que tiveram problema em conseguir o que chamam de “saída” na área dominada pela presença de uma operadora maior. O problema não era conseguir um circuito POP, ou construir a infraestrutura para atender a um cliente há alguns quilômetros de distância. O desafio era conseguir com que a operadora incumbida permitisse que a concorrente passasse fibra pelo seu espaço. A incumbida domina o POP e decide o que pode e o que não pode ser conectado a ele. Os EUA não possuem uma regulamentação para “unbundling” (termo do mercado de banda larga para uma regra que force um provedor a escolher entre ser um provedor “de auto-estrada” ou um provedor “de estradinha”) como em outros países.

Algumas grandes empresas usam da clássica alegação “construção X compra” – compare os custos de um circuito alocado com os custos de obtenção de fibra IRU (indiscutível direito de uso, praticamente propriedade permanente). Então, se a operadora incumbida se recusar a vender IRU, eles comparam o preço dos circuitos alocados por longos períodos de tempo com os gastos para colocar suas próprias fibras. Esse cenário deu certo para a North Carolina Research and Education Network, uma empresa sem fins lucrativos que opera por todo o estado. Os circuitos alocados teriam custado US$ 85.4 milhões; para criar, operar e manter essa mesma fibra, o custo seria de US$ 39.9 milhões, contou Tommy Jacobson, chefe de arquitetura da NCREN. É fácil entender porque ele preferiu construir.

È claro, esse cenário não é realista para maioria das pequenas empresas. Mas mostra como a economia da conectividade está mal – não deveria sair mais barato construir nossa própria fibra do que assinar um serviço de banda larga, mesmo com um longo período de retorno.

*Jonathan Feldman é um executivo de TI da Carolina do Norte.

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