No entanto, a empresa de segurança identificou que muitas organizações apresentam uma compreensão generalista da necessidade de um ambiente de TIC confiável, visto que somente 36% contam com uma solução de proteção para dispositivos móveis.
Esse problema era particularmente constatado em empresas que contam de 25 a 199 funcionários, defasadas em relação às corporações maiores na proteção das frotas de BYOD e dispositivos móveis em geral. Além disso, somente 41% dessas empresas usavam VPNs, em comparação com a média da amostra, de 50%.
A pesquisa classificou como as maiores prioridades atuais na área de segurança de TIC assegurar operações de TI uniformes, proteção contra antivírus/malware, e proteção contra ataques cibernéticos recebidos com o propósito de roubar informações financeiras.
Ganhou destaque, também, a preocupação com propriedade intelectual e com dados de funcionários ou clientes. Esses pontos foram apontados como mais importantes do que garantir a segurança de uma gama diversificada de dispositivos ou oferecer segurança à mobilidade em geral.
Segundo Vitor Vianna, Sales Engineer da F-Secure para América Latina, deixar de abordar as singulares necessidades de segurança da infraestrutura BYOD representa uma séria falha de segurança dos endpoints – falhas que poderiam expor as empresas aos problemas que elas estão tentando evitar.
“Quem não prioriza a segurança dos endpoints corre o risco de negligenciar as necessidades de segurança da infraestrutura BYOD. Essa postura evita lidar com os riscos causados por políticas de segurança frouxas, as quais deixam as empresas vulneráveis aos incidentes que elas querem evitar”, disse. “Você usaria um PC da empresa que tem acesso a e-mail sem segurança de endpoint? É claro que não. Então, por que conceder acesso a e-mail, ou outros ativos da empresa, a dispositivos BYOD inseguros?”.
Segurança para BYOD em diferentes países
A pesquisa também apontou diferenças significativas na maneira como países distintos implementam essas medidas de segurança. Por exemplo, os pesquisados da França classificaram como prioridade proteger uma gama diversificada de dispositivos, além de evitar ataques cibernéticos recebidos com o propósito de roubar dados de funcionários ou clientes. Mas somente 28% dos entrevistados operavam uma solução para gerenciamento de dispositivos móveis.
Os franceses também classificaram como tendo pouca prioridade, no futuro, a proteção de uma gama diversificada de dispositivos.
Já no Reino Unido, 43% dos entrevistados já possuíam uma solução para gerenciamento de dispositivos móveis, em comparação com 39% das empresas polonesas, 37% das alemãs, 34% das nórdicas, e 28% das francesas.
Isso foi colocado, apesar de classificarem a proteção a uma gama diversificada de dispositivos em oitavo lugar nas dezesseis diferentes prioridades de segurança atuais, e em nono lugar nas dezesseis prioridades de segurança futuras.
Na Alemanha, 42% das empresas contavam com uma solução de segurança para dispositivos móveis, em comparação com 40% das empresas britânicas e nórdicas e 30% das empresas francesas e polonesas.
A empresa foi realizada entre 26 de abril e 16 de maio, e coletou dados de 1.780 entrevistados da Europa. A análise restringiu a população a empresas com 25 ou mais funcionários, resultando em uma amostra de 1.278 entrevistados.