Os órgãos de fiscalização da União Europeia (EU) estão acusando o Facebook de fornecer falsas informações durante a aquisição do WhatsApp, que movimentou US$ 22 bilhões em 2014.
A irregularidade seria a partir da mudança na política de privacidade do WhatsApp, em agosto, quando o serviço informou que os números de telefone de alguns usuários seriam compartilhados com o Facebook, desencadeando investigações por parte de autoridades de proteção de dados da UE.
Segundo a Comissão, o Facebook indicou em sua notificação de aquisição que não combinaria as contas de usuários das duas empresas e, de acordo com comunicado divulgado pela Comissão nesta terça-feira (20/12), ao contrário do que foi declarado pelo Facebook durante a revisão da fusão, a possibilidade técnica de automaticamente combinar as identificações de usuários dos dois aplicativos já existia em 2014.
“Neste estágio, a Comissão, portanto, expressa preocupação de que o Facebook intencionalmente, ou de forma negligente, submeteu informação incorreta ou enganosa, descumprindo as obrigações dentro da regulação de fusões da UE”, acrescenta o documento.
A acusação abre espaço para possível cobrança de uma multa de 1% sobre o valor do faturamento. Por outro lado, a Comissão Europeia informou que o fato não deve comprometer a aprovação da fusão entre as empresas.
O Facebook, que tem até 31 de janeiro para responder, afirmou, à agência de notícias Reuters, que respeita o processo da Comissão e está confiante de que uma revisão completa dos fatos confirmará que o Facebook agiu de boa fé. “Nós fornecemos consistentemente informações precisas sobre nossas capacidades e planos técnicos, inclusive em submissões sobre a aquisição do WhatsApp e em briefings voluntários antes da atualização da política de privacidade do WhatsApp este ano”, afirmou a empresa.