A apresentação de Brian Solis, futurista e especialista em redes sociais, durante o Engage 2011, por si só, é um indicador da paixão que ele tem pelas mídias sociais. O CEO da FutureWorks, consultoria na área digital, lançou provocação dizendo que o que as pessoas buscam nesses sites é o famoso “ser amado”. “Sempre estamos pedindo para que nos sigam, curtam a página”, aponta.
Autor do livro Engage!, que traz de forma simples algumas lições para que as empresas possam usar as redes sociais como uma ferramenta de negócio e não apenas marketing, Solis se mostra muito cético com o fascínio que sites como Facebook e Twitter exercem sobre as pessoas. Ao mesmo tempo em que declara amor a essas companhias, aconselha: “Não há segredos, as redes sociais não vão salvar você. Nós fazemos a informação a nossa volta, sabemos sobre terremotos, celebridades, estamos conectados para a vida.”
A analogia do futurista é seguida por algo que, certamente, deve ter chamado a atenção da audiência. Ele frisa que, cada vez mais, as pessoas demandam das marcas uma presença contínua e um compartilhamento de informações, assim, “não competimos pelo futuro, mas pelo momento, pela relevância”.
E todos sabem a dificuldade que é se destacar em meio a milhões de usuários, páginas, grupos, etc. Sem uma estratégia de entrada e algum suporte para uso inteligente das informações geradas, de nada vale o esforço. “Apenas 6% dos tuítes são retuitados, então, você compete para ter relevância. Temos vários tipos de consumidores, o social, os tradicionais e os online e todos convivem. Todos precisam ser trabalhados da forma adequada.”
Falamos aqui do mundo digital e os departamentos de TI têm todas as condições, se quiserem, obviamente, de suportar e participar das transformações que as mídias sociais permitem, sobretudo, para corporações que lidam diretamente com cliente final e dependem do valor da marca. Solis brinca que um logo de uma empresa pode ser traduzido por diversas palavras negativas, por isso, a necessidade de uma estratégia forte e que possa ser proativa.
Para o especialista, o futuro dos negócios está em aderir ao processo de cocriação, algo que até abordamos em recente edição da InformationWeek Brasil em entrevista com um professor da Universidade da Califórnia, sobre coinovação. “Você precisa escolher se compartilhar experiências será negativo ou positivo. Você tem escolha de como e o que engajar nas mídias sociais. Você pode atingir mente e coração do seu consumidor. Falamos de criar experiências agora, para competir no mundo real. A Apple diz que pensa diferente, e você consegue pensar diferente? Não é tempo de seguir, mas de liderar.”
*O jornalista viajou a San Francisco a convite da CLM