A virtualização será a tecnologia com maior impacto em operações e infra-estrutura de TI até 2010, mudando dramaticamente como o departamento de TI gerencia, compra, desenvolve, planeja e cobra por seus serviços. A conclusão é de análise do Gartner.
Segundo Thomas Bittman, vice-presidente e analista do Gartner, a virtualização não se resume mais apenas a consolidação de servidores e armazenamento e redução de custos. Deixou de ser uma questão de tecnologia mas implica em mudanças de processos e de cultura dentro das organizações. ?A virtualização permite modelos de entrega alternativos para serviços. Cada camada virtualizada pode ser gerenciada com relativa independência, por exemplo os PCs de funcionários. Isto pode requerer mudanças culturais maiores para organizações?, comenta ele.
O número total de máquinas virtuais desenvolvidas em todo o mundo está previsto para aumentar de 540 mil no final de 2006 para mais de quatro milhões até 2009, de acordo com o Gartner. E isto ainda é uma fração do mercado potencial.
Bittman analisa que a virtualização vai se tornar crítica para a maioria das empresas nos próximos anos, em função de necessidades de consolidar espaço, energia, instalação e integração, e fornecer recursos de servidor que sejam capazes de responder a cargas de trabalho imprevisíveis. ?No final do próximo ano, a tecnologia de máquinas virtuais será quase gratuita, embarcada em servidores por fabricantes de hardware e em sistemas operacionais por vendedores de software, acelerando ainda mais a adoção?.
Impacto sobre o mercado de servidores
A virtualização terá um considerável impacto sobre o mercado global de servidores. Segundo Bittman, o Gartner estima que, em 2006, a virtualização reduziu o mercado de servidores x86 em 4%, e a previsão para 2009 é de um porcentual maior.
Além disso, a virtualização em PCs tem um potencial ainda maior do que a virtualização de servidores par aaumentar o gerenciamento da infra-estrutura de TI, conclui Bittman.