O Google é uma empresa de serviços de internet em grande parte voltados para os consumidores finais. Uma mudança nessa forte posição deve acontecer com o Glass, óculos conectado do gigante de buscas. Apesar de relutante em falar sobre as aplicações de mercado – o modelo é disponível apenas para desenvolvedores –, a companhia começa a se posicionar publicamente e delinear de maneira mais nítida o futuro do dispositivo.
Em um texto publicado na página do Glass no Google+, a companhia admite diversas notícias relacionadas a empresas usando o óculos, desde projetos com a polícia de Nova York, até a empresa de entretenimento The Washington Capitals, que oferece estatísticas e vídeos em tempo real para alguns expectadores de jogos de hóquei. O texto ainda convoca desenvolvedores corporativos a criarem em cima do produto soluções empresariais.
Para o analista da Forrester JP Gownder, o Google tomou a medida por ouvir a demanda das empresas, porém, principalmente dos desenvolvedores. “Muitos veem no Glass as aspirações de construir um aplicativo matador, ainda que o hardware não tenha sido lançado para o publico em geral – você não pode comprar em qualquer loja. Assim, vender apps por US$ 0,99 não vai fazer nenhum desenvolvedor ganhar dinheiro com isso”, explica o especialista.
“Empresas oferecem retorno em potencial mais imediatos – preço alto, retorno de receita para desenvolvimento personalizado de aplicativos e um modelo de negócio plausível”, completa. Para ele, é claro que o Google quer recrutar desenvolvedores para esta comunidade – e isso irá abaixar as barreiras para o uso do Glass na resolução de desafios de negócio.
“Por exemplo, o apoio explícito do Google a empresas pode ajudar companhias de saúde a navegar em regulações mais eficientemente, se o Google fizer isso certo”, prevê Gownder. A incerteza, para ele, é que os consumidores passem a ver o Glass como um aparelho de trabalho, colocando à prova as vendas massivas.
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