Os negócios em nuvem do Google são o destaque entre as receitas “não-publicitárias” da companhia. A gigante de buscas tenta reduzir ao máximo a dependência da receita com anúncios, na qual tem grandes competidores, como o Facebook, e serviços de cloud são uma das apostas.
Os negócios da Alphabet – dona do Google – que não dependem de publicidade são sua unidade de nuvem, o celular Pixel e a loja online Play Store. Esta categoria, classificadas como “outras receitas” em seu mais recente balanço trimestral, registrou alta de 49,4% na receita para US$ 3,10 bilhões — montante superior a receita anual do Twitter, por exemplo.
Essa categoria representa agora cerca de 13% da receita total da Alphabet, contra 10% no último ano. A companhia não detalha quanto cada produto representa, mas analistas afirma que a nuvem é o destaque e mostra os esforços do Google de não depender apenas de receitas publicitárias. “No 1º trimestre, nosso maior crescimento de pessoal e em despesas de capital foi em nuvem”, disse o presidente-executivo do Google, Sundar Pichai, em teleconferência com analistas na última quinta-feira (27/04).
Mas se no mercado de anúncios a concorrência é grande, em cloud computing a empresa também terá um longo caminho a percorrer. O negócio de nuvem do Google continua sendo muito menor do que outros gigantes como Amazon Web Services (AWS) e Microsoft.
A Amazon cresceu 43% para US$ 3,66 bilhões no primeiro trimestre, enquanto a unidade em nuvem da Microsoft avançou 93%. “Nós acreditamos que o Google continuará a ganhar força no mercado em nuvem, e quando combinado com o Google Play e as vendas dos produtos de hardware do Google, nós vemos as ‘outras’ rendas do Google crescendo 38% para aproximadamente US$ 14 bilhões em 2017”, disse em nota o analista da Morningstar Ali Mogharabi, à agência de notícias Reuters.