As compras públicas do governo federal, realizadas no primeiro semestre deste ano, economizaram 12,7% do total do que foi adquirido com o uso do pregão eletrônico, o que equivale a R$ 597 milhões de redução de custo. Os dados são calculados na diferença entre o valor de referência dos bens e serviços e o que efetivamente foi pago pela Administração Pública.
O pregão presencial obteve economia de 8,8%, o que significa R$ 78 milhões, totalizando uma redução de R$ 675 milhões. Já o pregão eletrônico representou 66% dos R$ 4,1 bilhões bens e serviços comuns adquiridos no mesmo período por meio dessa modalidade.
Entre os bens e serviços mais contratados por pregão eletrônico neste ano estão instrumentos e equipamentos de laboratório, veículos, combustíveis e lubrificantes, softwares e equipamentos para uso médico, dentário e veterinário, serviços gerais e técnicos especializados e estudos e projetos.
Dos cerca de R$ 555 milhões vendidos por pregão eletrônico pelas micro e pequenas empresas (MPE’s) no primeiro semestre de 2007, R$ 236 milhões foram por meio da modalidade eletrônica.
Entre os materiais mais fornecidos pelas MPE’s neste período estão livros e folhetos, carnes, aves e peixes, equipamentos e artigos de laboratório, bem como serviços de manutenção industrial e estudos e projetos.
A modalidade de pregão funciona como um leilão reverso no qual a disputa ocorre com o envio sucessivo de lances pela internet, e é voltada para a compra de bens e serviços comuns – aqueles com especificação amplamente reconhecida pelo mercado como materiais de escritório, combustíveis e equipamentos laboratoriais. Não há limite de valor para aquisições por pregão e o vencedor é aquele que oferecer o menor preço.