Ao encerrar seu primeiro ano fiscal de lucro, a GVT prepara-se para manter o ritmo acelerado de crescimento e “subir na cadeia de valor”, como destaca Leonardo Queiroz, vice-presidente da unidade de negócios corporativos da operadora. Já no primeiro trimestre, a GVT inaugura, em São Paulo, seu primeiro data center, que oferecerá serviços de collocation, hosting e telefonia para clientes da operadora de todo o Brasil. “A idéia é atender os atuais clientes da GVT, que demandam este tipo de serviço”, explica Queiroz.
Até o fim do ano, mais três unidades (Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília ou Belo Horizonte) devem ser inauguradas. O investimento total pode chegar a R$ 16 milhões. “Mas o único certo, por enquanto, são os R$ 8 milhões de São Paulo”, pontua Karlis Kruklis, vice-presidente de administração e finanças e relações com investidores. Outra fonte de receitas que deve crescer bastante à partir de 2008 é o fornecimento de infra-estrutura para operadoras de telefonia fixa e móvel (por conta da chegada da 3G), através, principalmente, da rede conquistada com a compra da Geodex.
Em agosto, a empresa começa a implantar a portabilidade numérica (as primeiras cidades serão Londrina, Goiânia e Campo Grande), um investimento que gira entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões e está sendo desenvolvido pela própria equipe de TI da GVT. “Somos os maiores interessados na portabilidade”, destaca Alcides Troller Pinto, vice-presidente para o mercado de varejo da operadora.
Ainda no segundo semestre, a GVT deve lançar sua oferta de IPTV. Segundo Pinto, as conversas com provedores de conteúdo começaram no ano passado e o processo de escolha do fornecedor da infra-estrutura deve ser finalizado em março. “Queremos um fornecedor único, que funcione também como integrador”, destacou.
No ano passado, comentou, a operadora teve a oportunidade de lançar o serviço. Mas o oferta feita naquele momento não era robusta o suficiente para a proposta da empresa: lançar o serviço no maior número de localidades possível e sem restrições geográficas dentro delas. “No primeiro momento devem ficar de fora cidades com menos de 200 mil ou 300 mil habitantes”, adiantou.
Quanto a expansão da rede, Kruklis afirma que no segundo semestre, a GVT pode chegar a uma ou mais de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes na região sudeste. Já no mercado corporativo, a expansão deve acontecer na região Nordeste do País.