Uma das metas da HDS para a América Latina – e especialmente para o Brasil – é criar um clima de estabilidade na companhia. A subsidiária brasileira, por exemplo, passou por dois country managers – Paulo Castanheira e Armando Andrade – de 2004 para cá. “Estávamos um pouco inconsistentes na estratégia, tanto em vendas diretas quanto via parceiros, então também precisamos criar solidez nas nossas relações com o mercado”, admite Randy DeMont, vice-presidente da empresa para as Américas.
Nesta semana e na próxima, DeMont está fazendo um tour a jato pelos países da América Latina, apresentando as novas diretrizes e o novo vice-presidente para a região, Pedro Saenger, que assumiu nesta segunda-feira (10/09). O executivo atuava na Unisys desde 2006 e deixou a companhia há pouco menos de um mês. Saenger assume no lugar Matt Gharegozlou, que deixou a HDS para assumir a gerência da NetApp para América Latina e Caribe.
O novo vice-presidente também tem a tarefa de manter a taxa de crescimento da região, que foi de 46% em 2006 comparado com 2005. “O crescimento não só na região, mas no mundo, virá de maneira orgânica e também por aquisições”, diz Randy DeMont, vice-presidente da companhia para Américas, a quem Saenger vai se reportar.
Foi DeMont quem sugeriu o nome de Pedro Saenger à companhia. Eles trabalharam juntos há dois anos na Unisys, quando DeMont era responsável por uma área global e Saenger cuidava de América Latina. “Tive uma ótima experiência com ele e tenho muita confiança em seu trabalho”, afirmou.
Saenger também trabalhou na HDS em 1992 e 1993, quando a companhia se estabeleceu no Brasil. “Na época, trabalhávamos dentro do escritório da CPM, éramos realmente muito pequenos”, comenta ele. “De lá para cá, muita coisa mudou, as demandas cresceram e as margens foram reduzidas, a EMC, que hoje é um competidor importante, era uma empresa pequena também, é difícil comparar esses dois períodos”, complementa.
DeMont afirma que a corporação estabeleceu objetivos até 2010, quando o Grupo Hitachi faz cem anos. “São objetivos bem concretos, mas não posso falar em números”, pontua o executivo.