São Paulo - Há um ano, unidade hospitalar deu início ao projeto, que pretende digitalizar parte dos 50 milhões de dados acumulados em 60 anos.
Em um hospital, existem momentos em que a vida de um paciente depende de uma decisão imediata do médico, que pode ter poucos minutos para tomá-la. Neste ambiente, não é difícil imaginar a importância de ter todo o tipo de informação ao alcance das mãos.
Pensando nisso, o hospital Professor Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, tratou de digitalizar as informações médicas de seus pacientes. O projeto, que começou no ano passado, está entrando em sua fase final e começa a mostrar seus benefícios.
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Segundo Osmar Antônio dos Santos, gerente executivo de TI do hospital, com investimento relativamente baixo — 60 mil reais em máquinas e 400 mil reais em sistemas e consultoria — os médicos do Edmundo Vasconcelos passaram a contar com um auxílio poderoso na hora de fazer diagnósticos.
O projeto prevê a digitalização de todas as fichas de pacientes. O problema é que, em 60 anos de existência, o hospital acumulou um volume gigantesco de dados, são mais de 50 milhões de documentos. Passar todas as fichas para um sistema demandaria muito tempo e investimento. Por conta disso, optou-se por adotar um esquema para priorizar os pacientes recorrentes do hospital.
No momento em que o paciente chega para uma consulta, identifica-se se ele já possui ficha. Caso isso se confirme, as informações em papel são digitalizadas e agregadas à consulta atual, ficando disponíveis para diagnósticos posteriores.
“Acredito que em cerca de 2 anos a digitalização das fichas de clientes recorrentes deve se estabilizar. Então, vamos decidir o que fazer com o restante das informações. Mas, provavelmente, a decisão será por digitalizar tudo, pois os dados são muito importantes para fins de pesquisa também”, explica o executivo.
Passar as informações em papel para o meio digital, no entanto, é só o primeiro passo. O real benefício vem, de acordo com Santos, com um sistema de gestão de conteúdo, projeto que está sendo concluído. A ferramenta vai possibilitar o acesso de todos os médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde do hospital aos prontuários.
Santos explica que a solução escolhida, fornecida pela Cast, deveria ter alguns requisitos próprios para o setor de saúde. “O sistema tem de ser muito intuitivo. Também precisamos que profissionais de determinadas áreas acessem, prioritariamente, determinados tipos de dados”, explica o gerente. Neste sentido, a organização e a classificação dos documentos também são importantes.
Outra funcionalidade do sistema é a possibilidade de agregar comentários aos prontuários. Isso é fundamental, principalmente quando o mesmo paciente precisa passar por diferentes médicos. “É possível fazer uma observação sobre o paciente ou determinado procedimento e acrescentar ao prontuário”, observa Santos. Assim, os clientes do hospital podem ficar seguros de que, se depender da quantidade e qualidade da informação, a saúde deles está garantida.
Raio X
Empresa: Hospital Edmundo Vasconcelos
Segmento: Saúde
Projeto: Digitalização de documentos e gestão do conteúdo
Investimento: Cerca de 400 mil reais em sistemas e consultoria
Fornecedor: Cast
Benefícios: Rapidez no acesso às informações; diagnósticos mais precisos