Um hospital infantil no Texas (EUA) está apostando na realidade virtual como forma de tratamento para diminuir a dor sentida por pacientes em alguns casos.
Um dos exemplos é Deona Duke, uma garota de 13 anos que teve seu corpo parcialmente queimado por conta da explosão de uma fogueira. Ao colocar os gadgets, a jovem foi levada a um mundo de neve, onde podia atirar bolas de neve em pinguins. “Me distraí [com o jogo] e isso me ajudou a aguentar a dor”, disse ela, em entrevista à Bloomberg.
Segundo Beth Darnall, professora associada da divisão de Medicina da Dor de Stanford Health Care, da Universidade de Stanford, a realidade virtual, utilizada em alguns estudos-piloto na instituição é uma ferramenta que trabalha com o psicológico, da mesma forma que acontece com meditação. É um artifício usado para acalmar o sistema nervoso e limitar o processamento da dor.
A eficácia do tratamento por meio de realidade virtual ainda precisa ser comprovada, especialmente quando se trata de dores crônicas. Apesar disso, defensores afirmam que a abordagem pode ajudar no tratamento de diferentes tipos de doenças, de Alzheimer à depressão.