Pesquisadores da IBM desenvolveram um protótipo que pode tornar-se a base de computadores quânticos, segundo informações do jornal The Wall Street Journal. O circuito, um conjunto de quatro dispositivos de supercondutores conhecidos como qubits, verifica os erros críticos que tornam a construção de chips quânticos tão difícil. A pesquisa conduzida pela IBM na área está prevista para ser descrita ainda nesta semana na revista científica Nature Communications.
Processadores alternativos, como chips quânticos estão se tornando importantes no mercado. Apesar de os chips atuais dos computadores continuarem a agregar transistores no clipe inebriante previsto pela Lei de Moore, seus componentes são tão pequenos que eles estão se tornando cada vez mais difícil de encolher.
“A Lei de Moore vai chegar ao fim na próxima década”, acredita Supratik Guha, diretor da IBM Research. Quando isso acontecer, a indústria de computadores terá de encontrar uma nova maneira de entregar os ganhos de desempenho que têm alimentado seu crescimento durante os últimos 50 anos.
A IBM afirma que o computador quântico pode ser o próximo grande passo da computação tradicional, ajudando a criar uma nova geração de análise de dados, aprendizado de máquina, criptografia e pesquisa científica. Recentemente, a IBM disse que vai investir US$ 3 bilhões nos próximos cinco anos em pesquisa de semicondutores de próxima geração, incluindo computação quântica.
O circuito qubit da IBM dá uma noção de como chips de computação quântica serão à medida que adiciona essa tecnologia em microprocessadores, diz Raymond Laflamme, diretor-executivo da Universidade de Waterloo para o Instituto de Computação Quântica. Ele acredita que a IBM está apenas a alguns anos distante da construção de uma máquina de 16-qubit.
Pesquisadores da IBM indicam que uma máquina capaz de calcular centenas de qubits pode ser realidade nos próximos cinco a dez anos. Ninguém sabe quanto tempo consumiria para máquinas quânticas substituírem os computadores convencionais ou se isso vai acontecer, mas o caminho indica que a mudança está próxima.
O que se sabe até o momento é da capacidade aprimorada da computação quântica. Um computador quântico poderia ser programado para quebrar a criptografia mais poderosa hoje ou buscar quantidades inimagináveis de dados. Essa promessa, combinada com os receios de que a Lei de Moore pode acabar, tem alimentado uma onda de pesquisa quântica.
Para se ter uma ideia, empresas como Google e uma companhia canadense chamada D-Wave já estão construindo suas tecnologias quânticas, com poder, desempenho e capacidades superiores em comparação aos PCs tradicionais.