Gael Duval revela que entrará na Justiça contra o atual presidente da empresa Francois Bancilhon por dispensa abusiva.
Gael Duval, co-fundador da distribuidora de Linux Mandriva, conhecida anteriormente como MandrakeSoft, revelou que planeja processar sua antiga empresa por demissão injustificada.
Duval perdeu seu emprego, junto a outros 18 empregados da Mandriva, graças aos fracos resultados financeiros no mais recente trimestre fiscal da companhia.
Duval ajudou a fundar a companhia em 1998, e confirmou sua demissão na semana passada após um anúncio da Mandriva vazar para fóruns de discussão. O executivo revelou que acredita que sua demissão foi, em parte, pelo péssimo relacionamento entre ele e o presidente Francois Bancilhon, o que, se for verdade, iria contra as regulamentações francesas.
“Eu vou processar a Mandriva por dispensa abusiva, já que eu duvido que a razão real seja econômica”, escreveu Duval em um anúncio em seu site na semana passada. “Acho que minha relação com o atual presidente da Mandriva, que nunca foi excelente na verdade, foi um dos fatores”.
Bancilhon respondeu que a companhia seguiu as estritas regras da França para cortes de custos.
Bancilhon ainda disse que Duval contribuiu para o debate sobre a direção da empresa, mas revelou que não havia nenhum desacordo fundamental. “Eu sempre levei em conta sua opinião, e eu ainda levo”, disse no anúncio.
Duval, todavia, criticou a direção que a companhia parecia tomar, dizendo que estaria abandonando suas raiz entre usuários individuais e, no processo, perdendo o senso de direção. “Mandriva está cada vez mais parecendo como uma companhia padrão, que está tentando vender serviços para comprar 500 empresas, abandonando suas raízes iniciais. Mas, ao mesmo tempo, ela mantém o lançamento de produtos geek. Essa parece uma estratégia confusa”, escreveu Duval.
Ele planeja contribuir com um projeto que começou com ajuda da Mandriva, uma iniciaitiva de código aberto chamada Ulteo, e também escrever um livro sobre seu período na companhia.
A Mandriva mudou seu nome após se fundir com a distribuidora brasileira de Linux Conectiva no ano passado. A empresa saiu da falência iminente para apresentar lucro, mas, na semana passada, a empresa publicou que teve um prejuízo de 718 milhões de dólares nos resultados do primeiro trimestre fiscal do ano.
A companhia está enfrentando a competição crescente de outras grandes empresas, como a Red Hat e a Novell, assim como distribuições populares conduzidas por entusiastas como a Ubuntu.