A America Online aceitou na terça-feira (20/12) a proposta do Google que oferece um bilhão de dólares para 5% de suas ações.
A America Online aceitou na terça-feira (20/12) a proposta do Google que oferece um bilhão de dólares por 5% de suas ações.
A transação, que já havia sido alertada pelo mercado, vem meses depois de a Time Warner manter negociações com outros provedores de serviços online, incluindo Yahoo e Microsoft.
De acordo com um comunicado divulgado na tarde de terça-feira pelas duas empresas, o conteúdo da AOL será mais acessível para os usuários do Google. Da mesma forma, os usuários do mensageiro instantâneo Google Talk poderão interagir com os do AIM.
As empresas informaram também que vão trabalhar juntas em ferramentas de busca de vídeos e a AOL receberá os chamados “créditos de marketing” pelo conteúdo do Google. Outras informações financeiras sobre o acordo não foram reveladas. As companhias afirmaram somente que a transação é válida também na Europa.
Atualmente a AOL utiliza a capacidade de busca do Google para abastecer seu serviço de localização na web. Ela também traz links patrocinados e divide as receitas com o Google, já que é o próprio buscador quem vende o espaço para os anunciantes.
Entre os principais benefícios da transação para o Google está maior colaboração com a AOL em e-mails e mensagens instantâneas. O buscador já vinha procurando nos últimos dois anos a expansão de seus negócios para que os usuários passassem mais tempo em seus websites.
Diante dos rumores da compra de 5% da AOL pelo Google, o investidor bilionário Carl Icahn declarou esta semana, em uma carta aberta ao conselho diretor da Time Warner, que a transação seria “desastrosa” se a AOL não puder fechar negócios com outras companhias.
O debate também foi impulsionado pelo co-fundador da AOL, Steve Case. Case renunciou ao cargo de diretor da Time Warner neste ano, mas permanece como um dos maiores acionistas individuais. Em uma coluna publicada neste mês no jornal “The Washington Post”, Case declarou que as principais metas da fusão AOL/Time Warner na qual ele atuou não foram atingidas, e sugeriu também que a Time Warner fosse dividida em quatro companhias independentes, sendo a AOL uma delas.