Das 48.252 queixas, o total de prejuízos relatados por conta de fraudes na Web foi de US$ 54 milhões em 2002. No ano anterior, o FBI registrou 16.775 reclamações que levaram a um prejuízo total de US$ 17 milhões.
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De acordo com um relatório divulgado pelo Centro de Reclamações sobre Fraudes na Internet, coordenado pelo FBI e pelo Centro Nacional de Crimes do Colarinho Branco ( National White Collar Crime Center) dos Estados Unidos, as reclamações sobre casos de fraude na Internet praticamente triplicaram no ano passado, em relação a 2001.
Segundo uma reportagem do MSNBC.com, o FBI registrou mais de 48 mil queixas relacionadas a infratores em 2002. A maioria está relacionada a fraudes em leilões online, seguidas por problemas com produtos não entregues aos consumidores, fraudes em cartões de crédito e investimentos falsos na Internet.
Das 48.252 queixas, o total de prejuízos relatados por conta de fraudes na Web foi de US$ 54 milhões em 2002. No ano anterior, o FBI registrou 16.775 reclamações que levaram a um prejuízo total de US$ 17 milhões.
O Centro de Reclamações sobre Fraudes na Internet ainda recebeu 37 mil queixas, no ano passado, que não constituíam fraudes mas estavam ligadas ao envio de mensagens não solicitadas (spam), pornografia infantil e invasões de computadores.
O relatório também revela que 80% dos fraudadores da grande rede são homens e que cerca de 71% dos queixosos também são do sexo masculino.
As reclamações foram registradas em todo o território norte-americano, especialmente na Califórnia, Flórida, no Texas e em Nova York. Outras queixas vieram do Canadá, Japão, da Austrália, Grã-Bretanha e Alemanha.
Entre 46% das reclamações que referiram-se a fraudes em leilões, a média de prejuízos por usuário foi de US$ 320. Já as vítimas de roubos na grande rede costumaram perder, em média, US$ 2 mil.
Entre as fraudes que se destacaram em 2002, estava o caso da carta nigeriana, cujo número de vítimas subiu de 2.600, em 2001, para 16 mil, em 2002. Neste golpe, as vítimas encontravam a oportunidade de receber dinheiro (inexistente) do governo da Nigéria contanto que pagassem uma mensalidade caracterizada como uma ajuda ao governo.
Outro caso de fraude gerou um prejuízo total de US$ 800 mil a 300 pessoas em um esquema de venda de computadores pela Internet, que nunca eram entregues.
A responsável pelo golpe, Teresa Smith, de Worcester, no Estado norte-americano de em Massachusetts, utilizava diversas identidades falsas para driblar a polícia. Em dezembro, Smith, que ainda aguarda sua sentença, foi acusada de fraude via e-mail e via rede.
Em San Diego, no Estado da Califórnia, Raj Trivedi foi condenado a três anos de prisão pelo uso da Internet para vender dispositivos eletrônicos que nunca eram enviados aos compradores. Mais de 700 pessoas caíram no conto de Trivedi em um golpe de US$ 922 mil.
[ Com tradução do IDG Now! ]