Segundo Marco Aurélio Rodrigues, presidente da companhia, a nova tecnologia oferece as mesmas vantagens do WiMAX, com o diferencial de que já está pronta para mobilidade, ao contrário do padrão que ainda está na fase fixa.
A Qualcomm, fabricante de chips para celular e detentora das patentes do CDMA, encerrou 2005 com receitas de 5,7 bilhões de dólares e várias iniciativas para ampliar seu leque de atuação.
Segundo Marco Aurélio Rodrigues, presidente da empresa, entre as principais ações neste ano destaca-se a aquisição, por 575 milhões de dólares, da Flarion, companhia especializada na tecnologia OFDMA (Orthogonal Frequency Division Multiplex Access ou Acesso Multiplex para Divisão de Frequência Ortogonal), para transmissão de dados wireless em altíssimas velocidades. “Nosso negócio é inovação em tecnologia, por isso, decidimos comprar a Flarion”, explica o executivo.
A transação ainda não foi aprovada pelos órgãos regulatórios norte-americanos, mas, se obtiver sinal verde, a Qualcomm terá que pagar mais 205 milhões de dólares para conseguir controle total da empresa. A tecnologia OFDMA, segundo Marco Aurélio, é bastante parecida com o WiMAX, com o diferencial de que já garante mobilidade total na rede, o que o padrão defendido por empresas como Intel e Motorola ainda não oferece, pois ainda está na versão fixa.
Dentre as várias aplicações que podem ser baseadas em OFDMA está o multicast, ou a ditribuição de sinais de vídeo e TV via celular. A Qualcomm criou uma empresa, chamada MediaFlow, que já está desenvolvendo soluções baseadas em OFDMA. “Já estamos negociando o primeiro contrato com uma operadora nos Estados Unidos, mas ainda não fechamos o acordo”, antecipa o presidente da Qualcomm no Brasil.
No Brasil, a Qualcomm comemora o lançamento dos primeiros celulares EV-DO pela Vivo, dos primeiros serviços 3G para usuários corporativos, além de 15 milhões de downloads de aplicações baseadas em Brew. Em relação à terceira geração, a posição defendida pela empresa é de que o leilão das faixas deva ser feito em 2006.
“Se a Anatel fizer o leilão a preços que não inibam os investidores, com prazo flexível para implantação das redes, não há nenhum problema. De toda forma, não vejo a tecnologia WCDMA chegando por aqui antes de 2007”, conclui Rodrigues.
As perspectivas mundiais da empresa para 2006 incluem o desenvolvimento de chips que possibilitem operações simultâneas em múltiplas tecnologias (CDMA, OFDM, etc) e o upgrade das tecnologias EV-DO e HSDPA para 2010, nomeadas de plataformas DMMX e HMMX, respectivamente.