Os Content Service Providers existem há décadas, mas com o advento da Web seus serviços e modelos de cobrança vêm se tornando cada vez mais estratégicos. O acesso em alta velocidade permitiu que o conteúdo se tornasse mais amigável e fácil de visualizar.
A Internet é seu próprio conteúdo. A rede pode ter sido construída para comunicação, mas seu maior propósito é conteúdo puro. À medida em que a Web se tornou mais sofisticada e cada vez mais utilizada para negócios, a era do conteúdo gratuito diminuiu. Certamente, muita informação ainda está, e estará no futuro, disponível. Mas aos poucos, os Content Service Providers (CSPs) vão cobrar por dados que têm qualquer valor para eles.
Um CSP é um provedor de serviço que vende conteúdo trabalhado fora da Web, disponibilizado de uma pessoa para muitas e pago por meio de um modelo baseado em serviço.
Esse conteúdo pode ser noticioso, financeiro, musical, de imagem, ou fotográfico nomeie-o como quiser. Os CSPs existem há décadas na forma de empresas, como a LexisNexis, que vendem informações como um serviço pago, através de redes privadas e serviços dial-up.
A maioria desse conteúdo esteve, no passado, baseado em texto, forma difícil de acessar e certamente não muito elegante para se ler. A proliferação da Internet e o acesso em alta velocidade permitiram que muito desse conteúdo se tornasse mais amigável e fácil de visualizar.
Conheça, por exemplo, os mercados de notícias e finanças dentro dos CSPs. O primeiro movimentou US$ 1,7 bilhão em 2001. Já o último atingiu a cifra de US$ 6,8 bilhões. Juntos, esses segmentos devem crescer a taxas de 10%, entre 2000 e 2005.
Inicialmente, parece que as empresas estão disponibilizando seu próprio conteúdo para fazer presença na Web. Aos poucos isso tornou-se não lucrativo e algumas corporações começaram a obter receita por meio de anúncios na Web. Outras empresas mais radicais preferiram esperar um modelo de cobrança ser estabelecido, para que oferecessem suas informações.
Agora, os CSPs estão se dando conta de que não podem assumir as operações na Internet como uma válvula de escape financeira para o trabalho que realizam. E não é simples uma outra forma de trazer receita para o meio, como os anúncios na Web.
Finalmente a Internet está se tornando tecnologicamente robusta para que os CSPs incluam a rede como parte de sua estratégia de distribuição desde que tenha uma dinâmica diferente, que requer conhecimento diferenciado e características que a tornem lucrativa.
O desejo de que a distribuição de conteúdo se torne melhor, mais rápida e clara para os negócios e acesso residencial é um dos grandes impulsos para a constante melhoria da Internet.
À medida em que o tempo de distribuição gratuita de conteúdo fica mais curto, os CSPs estão determinando o melhor caminho para prover informações corretas, no tempo certo e para o consumidor ideal. E esse é um conceito que inclui a cobrança, por seu valor no mercado.
Laurie A. Seymour (International Data Corp.)