Presidente da Acel, Emerson Martins Costa, quer modelo que combine o sistema sob demanda e o comercial, com parcerias entre canais abertos e pagos.
O presidente da Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel), Emerson Martins Costa, defendeu na terça-feira (16/05), durante um seminário na Cãmara, o modelo híbrido de TV digital portátil.
“Trata-se de um modelo que combina o sistema sob demanda e o comercial, com parcerias entre os canais abertos e os de conteúdo pago”, explicou Costa.
Na opinião do dirigente, isso poderá significar “o acesso a mais canais, inclusive os gratuitos, o que aumentaria o fluxo de receita e facilitaria a amortização dos investimentos, pois os terminais possibilitam o acesso a todos os conteúdos e mídias”.
Costa participa do seminário “TV Digital: Futuro e Cidadania – obstáculos e desafios para uma nova comunicação”.
A Acel defende a adesão do Brasil ao padrão europeu pelo fato de este “possuir as melhores soluções técnicas” para tal integração de mídias. Costa afirmou que o padrão europeu poderá promover “uma ampliação dos atores na produção de conteúdos e na transmissão, além de possibilitar a convergência entre os setores”.
A produção em escala na Europa traria baixo custo para os aparelhos brasileiros atualmente e permitiria o uso de software livre, já difundido no País, acrescentou o palestrante.
O representante das operadoras defendeu a utilização da telefonia móvel na transmissão dos sinais de televisão digital, “pois ela envolve múltiplas competências e ativos”. O telefone celular, completou, “é um instrumento que leva a comunicação para todas as classes sociais de forma mais fácil”.
Costa destacou que os celulares já estão presentes em 47% dos domicílios brasileiros e, por esse motivo, devem ser agregados ao modelo de negócios do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). Nesse modelo, teriam prioridade produtores independentes de conteúdo como jogos, aplicações multimídia e outros serviços.