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Para onde caminha o pacote de aplicativos OpenOffice?

Gerente de comunidades do OpenOffice, Louis Suarez-Potts, fala sobre o futuro do pacote de produtividade e a disputa com o Open XML.

Publicado:
18/04/2007 às 14:25
Leitura
10 minutos
Para onde caminha o pacote de aplicativos OpenOffice?

Em quase sete anos de existência, o OpenOffice registrou 60 milhões de downloads somente de seu site principal. E 90% são feitos por usuários do sistema operacional da Microsoft. A versão brasileira, BrOffice soma 90 terabytes em downloads, o equivalente a 150 mil CDs repletos de OpenOffices, sendo que 75% destinam-se a computadores com Windows.

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Na avaliação de Louis Suarez-Potts, gerente de desenvolvimento comunitário do projeto OpenOffice.org, que esteve no Brasil durante o FISL 8.0, são necessários dois passos para se juntar à comunidade de software livre. O primeiro é usá-lo e, quanto a isso, o pacote de produtividade considerado o maior projeto único de código aberto parece não ter do que reclamar. O segundo é dar continuidade por meio de desenvolvimento

De fato, usar o software livre ajuda a criar um ecossistema e dar credibilidade ao pacote de cinco softwares cujo núcleo é mantido, atualmente, por cerca de 200 desenvolvedores principais de colaboradores como Novell, Google, Intel e RedHat, coordenados pela Sun Microsystems.

Nesta entrevista, o embaixador do OpenOffice também avalia a pirataria de software, a tática da Microsoft para expandir o uso do padrão concorrente ao ODF (Open Documento Format) e o futuro do OpenOffice.

IDG NOW: No final da sua apresentação você fez um apelo para que os usuários mantenham o OpenOffice.org vivo. Ele corre algum perigo?
Louis Suarez-Potts: Fui um pouco dramático (risos). Mas há dois passos para se juntar à comunidade open source. O primeiro é usá-lo. Você, por exemplo, pode usar o Firefox, mas não contribuir com ele. O segundo é assegurar que o software [livre] esteja lá no ano que vem. Do contrário, o que você está seguindo não é a lógica da continuidade, mas a da cultura do commodity, que é depender de coisas das quais você não tem conhecimento ou não tem profundo conhecimento, e apenas comprá-las.

IDG NOW: E isto não está acontecendo agora?
Suarez-Potts: Está ocorrendo de alguma forma, mas não tem sido fácil ter a contribuição das empresas de volta porque elas não estão cientes. Não quero dramatizar sobre o quão importante isso é, mas se elas estão usando, não é só sustentá-lo. Isso tem sido feito há anos.

Nós também temos voluntários, geralmente jovens que geralmente trabalham no código aberto gratuitamente. E a realidade é que para projetos substanciais as pessoas que trabalham nisso o fazem por diversão.

A questão crucial é: por que usar uma coisa que foi feita por outro que não adaptá-la melhor para você? Se você tem capacidade para fazer isso então faça. Se você não tem então ajude a criar essa habilidade. É o que empresas como IBM , Sun e outras estão fazendo agora. Elas estão cultivando desenvolvedores [open source].

IDG NOW: Você mencionou que 90% das pessoas que baixaram o OpenOffice do site do projeto são usuárias de Windows. Qual a sua avaliação sobre este dado?
Suarez-Potts: A razão para isso é que se você compra qualquer distribuição Linux, você já tem o OpenOffice e a atualização vem do distribuidor e não de nós, por isso não contamos isso. Então faz sentido que as pessoas que usem Windows façam o download na internet ou tenham o pacote em CD-Rom. E de onde mais vão baixar? De nós.

O Windows não é um sistema operacional ruim, é um sistema operacional cheio de bugs. Apesar dos problemas, para o usuário residencial é na verdade muito bom. Ele permite que as pessoas vejam TV ou ouçam MP3. Não acho que isso deva ser condenado. E, de fato, o OpenOffice é muito popular entre usuários da plataforma Windows por ser amigável.

IDG NOW: Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) revelou que há um alto índice de troca do sistema operacional Linux para o Windows entre os compradores do Computador para Todos, projeto de inclusão digital do governo federal. Qual é, na sua avaliação, o maior motivador desta troca?
Suarez-Potts: Nós sabemos que a Microsoft e a BSA (Business Software Alliance) têm uma colaboração para combater a pirataria, mas eles estão fazendo isso de forma suja, em alguns momentos, procurando criar um mercado e então trancá-lo.

A mensagem deles, ou seu instinto de marketing, é ‘seja legalizado’. Se você tem alguma dúvida sobre a Microsoft então deixe-a de lado. Quer ser legal? O software livre é legal. Você não tem que assinar um termo de aceitação, ou uma licença GPL. O OpenOffice é uma licença LGPL. Nós teríamos problema se alguém quisesse usar a marca registrada OpenOffice, ou BrOffice, no Brasil, mas é uma questão de marca e não de direito autoral.

IDG NOW: Como você avalia iniciativas de grandes fabricantes de PCs, como a Dell, em lançar computadores com Linux pré-instalados atendendo a pedidos de consumidores?
Suarez-Potts: Estamos tentando ter conversas efetivas com a Dell, e vamos ver o que acontece, mas eles não são o único peixe no mar. Há muitos outros grandes OEMs, como HP e Lenovo, e estamos abertos a discutir isso com eles. O obstáculo que todo OEM tem envolve quem colocará a versão do Open Office disponível – Novell, Sun OpenOffice.org ou BrOffice -, quem vai suportá-la e o que vai ter suporte. São decisões de negócios, não de software livre.

IDG NOW: Este tipo de negócio pode ser lucrativo para o OpenOffice.org.  Vocês podem ganhar dinheiro com isso?
Suarez-Potts: A não ser que o parceiro de OEM decida nos dar dinheiro, não receberemos nada. Se o Michael Dell tiver um CD com o OpenOffice ou baixá-lo e mandar instalarem o pacote em 10 milhões de máquinas OEMs amanhã, não vamos ganhar um centavo com isso. Ele pode querer contribuir conosco, mas isso fica a critério dele. Existem formas de trabalhar nisso, mas não estamos interessados em cobrar pelo OpenOffice. Nós oferecemos software livre. Estamos interessados em torná-lo gratuitamente disponível e ver que a maioria das empresas que se beneficiam vão querer contribuir com o projeto.

IDG NOW: No final de março foram descobertas falhas críticas nos pacotes corporativos do OpenOffice e do StarOffice que permitiam o controle dos sistemas por crackers. Ainda é possível dizer que os sistemas operacionais de código aberto são mais seguros? Como a OpenOffice.org soluciona esses problemas?
Suarez-Potts: Todo projeto open source tem formas de lidar com isso. No open source o que é realmente importante se torna público para que as pessoas contribuam. Quando temos problemas de segurança, o individuo a reporta e nosso time de segurança formado por pessoas da Sun e de outras empresas colaboradoras resolvam rapidamente. Se for um problema mais sensível, o divulgamos o mais amplamente possível enquanto buscamos a solução.

Neste caso, isso foi particularmente interessante, porque tivemos alguns atrasos no lançamento da versão 2.2. Era um problema pequeno que normalmente seria resolvido na nova versão. No entanto, tivemos três semanas de atraso no lançamento, o embargo foi quebrado e todas as empresas participantes começaram a distribuir o OpenOffice com a falha. Em poucos dias lançamos a correção, mas o que eu posso dizer é ‘não confie em pessoas mal-intencionadas.’

IDG NOW: A pressão de clientes do setor governamental ajudou a Microsoft a colaborar com a criação de um tradutor do formato de documentos Open XML para o ODF. O que esse movimento da Microsoft representa para o avanço do ODF como um padrão na troca de documentos?
Suarez-Potts: É mais uma decisão de negócios, uma jogada estratégica. Sou na verdade contra isso e prefiro que as pessoas usem o Open Document Format no lugar de um tradutor. Digo isso por duas razões: colocar o tradutor é como dar uma transfusão de sangue a um vampiro. É chupar seu sangue e dizer ‘ok melhor do que trocar meu sistema, vou renovar minha licença e vou usar um tradutor para atender as demandas de transferência de documentos’.

Mas se o usuário se livrar de tudo isso renovar seu sistema e optar pelo OpenOffice, por exemplo, ele pode mandar o vampiro de volta ao caixão e resolver ambos os problemas juntos, estando automaticamente de acordo com o padrão ODF.

Outra questão do tradutor, pelo que sei, é que algumas vezes ele funciona e outras vezes não funciona tão bem. Isso realmente depende do arquivo. A linguagem parece ser a dificuldade, mas não é porque o tradutor é mais um ‘mastigador sem dentes’ às vezes.

IDG NOW: Então o tradutor faz com que o Open XML ganhe força na concorrência com o ODF para se tornar um padrão?
Suarez-Potts: Nós no projeto OpenOffice.org temos muita experiência em traduzir códigos binários de arquivos da Microsoft para o ODF e posso lhe assegurar que não é fácil. Tudo depende do quão complexo é o arquivo ou como o ODF ou XML tratam os binários daquele arquivo, coisas deste tipo.

O argumento público da Microsoft obviamente é que muitos governos não precisam ser persuadidos pela ‘propaganda dos loucos ODF’ ou pela adoção de padrões abertos, mas sabemos que eles não querem perder clientes. Isso tem acontecido há anos.

A Microsoft poderia ter incluído um leitor de ODF no Office 2007, mas tudo o que eles podem fazer para tornar o uso do ODF difícil eles fazem. O mais importante de tudo isso é que quanto mais eles tentam ‘tomar’ de nós ou empurrar o Open XML como um padrão aberto, nós nos fortalecemos.

IDG NOW: Há duas semanas, o Brasil foi o primeiro país latino-americano a contar com uma subsidiária da ODF. De que forma a OpenOffice.org pretende se beneficiar desta operação local para expandir o uso de seu sistema por aqui?
Suarez-Potts: Acho que é um passo importante porque mostra que podemos trabalhar mais de perto com comunidades brasileiras [de código aberto] como o BrOffice e outras podem juntar-se a nós para aprimorar o uso do OpenOffice. Queremos trabalhar com o governo brasileiro o máximo possível e estamos abertos a todo o tipo de colaboração.

IDG NOW: Você mencionou que os desenvolvedores precisam ir além do OpenOffice. O que você imagina para o futuro do pacote?
Suarez-Potts: O pacote em si possui cinco aplicações, mas uma forma melhor de olhar isso, na minha perspectiva e no mundo conectado de hoje é que não precisamos juntar todo esse conjunto de megaprodutividade. Algumas pessoas precisam disso de forma integrada, como as que fazem apresentações complicadas ou cálculos de contabilidade mais complexos e usam cada função daquilo. Aí o pacote [completo] faz sentido, mas você tem empresas como a Microsoft criando pacotes para essa parcela de 10% das emporesas que usam cada parte do pacote.

Mas para todos os outros 90% das pessoas você pode ter aplicações desconstruindo a suíte e tornando- a mais objetiva. Pode ter um clientes de e-mail no padrão ODF que não esteja ligado ao OpenOffice e que possa ser modificado pelas pessoas. Poderia ser uma ferramenta de design de animação para uma apresentação ou filme desenvolvidos de forma colaborativa. São ferramentas para se trabalhar de forma mais eficaz. Se há o Final Cut da Apple, porque não termos um em ODF?

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