Cidade que já tem 760 empresas de TI oficialmente instaladas, espera atrair ainda maior número com estratégias conjuntas entre Prefeitura e iniciativa privada.
A cidade de São Caetano do Sul, no ABC paulista, quer ser uma
referência na área de tecnologia. Apesar de já dispor de cerca de 760
empresas de TI oficialmente instaladas na cidade, a região não é
conhecida por esse lado e admite ter alguns problemas de
infra-estrutura, como a falta de pessoal capacitado e a pouca oferta de
banda larga.
Por isso, empresários do setor, entidades de classe e a prefeitura
decidiram unir esforços para mudar esse panorama. Uma das iniciativa é
a criação de uma incubadora de empresas na área de TI e gestão que será
instalada até o início de 2008.
Fernando Trincado, assessor de desenvolvimento econômico do
município e um dos coordenadores do projeto, explica que a incubadora
terá uma gestão conjunta entre a Universidade Municipal de São Caetano
do Sul (Imes) e o Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul
(Itescs).
Segundo ele, a universidade “tem espaço interno para seis empresas”,
mas outras companhias poderão se instalar “extra-muros” da
universidade. Por isso, não há um limite específico no número de
companhias que poderão ser incubadas e que receberão desde apoio para
criação da empresa até treinamento de pessoal.
Para resolver a questão da capacitação de pessoal, as entidades
costuram acordos com o próprio Imes e com a Universidade Mauá, além de
viabilizar a instalação de uma nova escola do Senai na cidade com foco
na graduação em tecnologia.
Outra iniciativa que visa fortalecer a vocação tecnológica da cidade
é o Pólo Tecnológico Cerâmica de São Caetano do Sul, uma parceria entre
a Prefeitura (responsável pela infra-estrutura viária do entorno e pela
construção das galerias de água e esgoto), a Magnesita (dona do
terreno), a Eletropaulo (responsável pela transposição das linhas de
alta tensão que passam pelo meio do terreno) e a Sobloco (investidora
da obra).
O empreendimento terá uso misto e o terreno da antiga Cerâmica São
Caetano será ocupado com empresas de alta tecnologia (70% da área
construída), residências (30%) e áreas de serviços e lazer. Segundo
Trincado, o projeto está em fase final de infra-estrutura e preparação
do solo, para em seguida dar início à comercialização.
“A idéia é gerar 20 mil empregos diretos em dois anos”, ressaltou o
assessor, que espera que as iniciativas atraiam ainda maior número de
companhias do setor de TI à região.
Segundo ele, o projeto do Pólo integra o plano de ações de um
planejamento estratégico para que São Caetano do Sul incremente a atual
qualidade de vida da população da cidade. O município figura, por três
anos consecutivos, como cidade com melhor qualidade de vida na
classificação da Organização das Nações Unidas (ONU).