Com um modelo de negócios que exige profissionais altamente capacitados, a integradora Union IT passou a enfrentar um problema vivido por boa parte dos canais de distribuição de TIC (TI e Comunicações) brasileiros: uma alta rotatividade da sua mão-de-obra especializada. “Nosso turn over (rotatividade) de funcionários chegou a 50% ao ano”, conta Alexandre Sartori, sócio-diretor da integradora. Ainda de acordo com ele, isso levou a empresa a buscar novas formas de reter seus talentos.
Na prática, como forma de reverter essa evasão de talentos, há cerca de dois anos, a Union IT adotou um plano de carreira para toda a sua equipe – composta hoje por cerca de 25 profissionais fixos, além de alguns funcionários que atuam em projetos externos – a partir do qual estabelece metas e capacitações necessárias para que os diversos profissionais busquem cargos mais altos dentro da empresa.
Junto com isso, Sartori lembra que a companhia criou um mapa de conhecimento individual de seus funcionários. “Ele indica quais as capacidades de cada profissional e quais os treinamentos e certificações esperados dele ao longo do ano”, detalha o sócio-diretor. Ainda de acordo com ele, todas essas metas são criadas com base no planejamento estratégico anual da companhia e, caso as pessoas não atinjam os objetivos anuais, podem ser realocadas para outros segmentos ou, em casos extremos, desligadas da companhia.
“Com esse modelo, projeto que, neste ano, o nosso turn over caia para 20%”, comemora o executivo, que, animado com esses números, complementa: “e, no próximo ano, devemos implementar também um programa de participação dos funcionários no nosso resultado”.