Agência poderá leiloar a banda H - que deixou para uma outra oportunidade - assim que as operadoras não atendidas por este leilão manifestarem interesse.
A ferrenha disposição da Nextel – única surpresa neste
leilão de terceira geração de celular – em cada um dos lances não surpreendeu a
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Segundo Jarbas José Valente,
superintendente de serviços privados da agência, “há muito tempo a Nextel
nos pedia licenças para oferecer serviços de rastreamento de cargas em
corredores de rodovias”, afirmou ele aos jornalistas.
A Nextel tem brigado por todos os lotes, mas até agora foi
derrotada, respectivamente, por Vivo, Oi e TIM. Neste momento, ela briga com a
Claro pela última licença que permitirá atuar nos estados de Rio, Espírito
Santo, Bahia e Sergipe.
A operadora que perder não poderá atuar em 3G nessas
regiões, mas a Anatel ainda reservou a banda H para licitar em outra oportunidade.
Nas contas de Jarbas Valente, “pelo menos duas grandes operadoras devem
ficar de fora” da disputa em todo o País, já que oito grupos apresentaram
propostas, mas Vivo e Telemig podem ser contadas como uma só, já que a Vivo
está assumindo o controle da empresa mineira e só existem quatro licenças em
cada região.
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Segundo Valente, a banda H poderá ser vendida “a
qualquer momento, basta que as operadoras interessadas peçam”, afirmou.
Apesar do ritmo lento com que os lotes estão sendo vendidos – cada empresa tem
15 minutos para cobrir a oferta da rival – Valente considerou o leilão
“excepcional”.
Segundo ele, “não é o ágio que importa, mas o sucesso
do modelo, que garante que tenhamos quatro empresas em cada região”. Na
sua avaliação, a competição vai fazer com que os 1.836 municípios que hoje não
dispõem de rede de celular sejam cobertos “em um ano” e não em dois,
como prevê o regulamento.