A fornecedora brasileira passou por um amplo processo de remodelação e que culminou na adoção de tecnologias para gestão do ciclo de desenvolvimento dos aplicativos.
Nascida em 1992, de uma aliança entre a iniciativa privada, governo e instituições superiores de ensino, a CITS (Centro Internacional de Tecnologia de Software) sentiu na pele a concorrência dos players internacionais.
Como reflexo, a empresa – localizada no Paraná –, que hoje atua com desenvolvimento de soluções em TI e integração para empresas de alta tecnologia, decidiu investir na modernização de seus processos. O objetivo principal, conta Jeferson Campos Miranda, gerente de tecnologia da companhia, foi adequar-se à metodologia CMMI (Capability Maturity Model Integration), considerada referência na área de melhores práticas mundiais do segmento.
O processo de remodelação da companhia, lembra Miranda, teve início há três anos, com a adoção de tecnologias para gestão do ciclo de desenvolvimento de aplicativos, fornecidas pela Borland e implementadas pela integradora Rhealeza Tecnologia. O pacote teve como base as ferramentas StarTeam (para gerenciamento de configuração e mudança), Together (para modelagem e arquitetura), Caliber (para definição e gerência de requisitos), SilkCentral (para gerenciamento de testes) e Silk Test (para testes automatizados de regressão e testes funcionais).
“Os ganhos em gerenciamento resultaram no aumento da qualidade em todos os projetos, por meio de mais controle e de análise de cada etapa do trabalho”, aponta Miranda, acrescentando que isso se traduz em processos de documentação, bem como em atualizações compartilhadas e adequadas aos requisitos do CMMI.
Outro ganho imediato com a tecnologia, conta o executivo, está relacionado ao alinhamento da entrega aos requisitos solicitados pelos clientes. “Os quais, por atuarem na área de tecnologia, são bastante exigentes em relação à qualidade”, define Luciano Scandelari, coordenador administrativo do CITS, citando que hoje a instituição atende grandes conglomerados da área de TI – como a Bematech, Furukawa, HP, LG, Nokia, Positivo Informática e Siemens –, por meio do desenvolvimento de sistemas integrados a equipamentos.
Com os processos controlados e alinhados aos requisitos iniciais, assinala Scandelari, a companhia conseguiu reduzir em 30% os riscos inerentes à qualidade na entrega das soluções. “Hoje, conseguimos ter certeza de que vamos entregar o previsto em contrato”, indica o executivo, lembrando que esse representa um diferencial competitivo e uma resposta ao avanço das grandes desenvolvedoras indianas no mercado brasileiro.
“Essas indianas (como a TCS, Wipro e Satyam) entraram no País dispostas a não somente exportar suas soluções, mas também a abocanhar boa parcela dos clientes locais”, reclama o coordenador, que defende: “Com isso, tivemos de aumentar a qualidade dos processos para competir de igual para igual”.
Ao mesmo tempo, a CITS viu crescer seus resultados e, praticamente, dobrou as operações nos últimos cinco anos, passando de um faturamento de R$ 13 milhões, em 2002, para cerca de R$ 20 milhões, no último ano. E, como reflexo do novo posicionamento, Scandelari avisa que a desenvolvedora espera ampliar sua capacidade, bem como mira a expansão territorial, saindo assim do Estado do Paraná para outras regiões brasileiras.