Banco do Rio Grande do Sul aproveita infra-estrutura criada para suportar operação de cartões de débito e passa a oferecer também cartões de benefícios
Desde o último dia 22, a rede do Banricompras – o cartão de débito dos clientes do Banrisul, que roda em infra-estrutura própria – passou a suportar um novo tipo de operação. Com o objetivo de ganhar espaço no mercado de cartões de benefícios, a instituição colocou no ar o serviço de vale-combustível, que tem como primeiro cliente o Estado do Rio Grande do Sul.
Apesar do volume de transações que deve ser gerado pelo novo produto, devido ao porte deste primeiro cliente, a infra-estrutura não teve de ser ampliada. Ney Michelucci, diretor de TI do banco, explica que o aumento deve ser irrisório quando comparado às cerca de 6,8 milhões de transações mensais que rodam no sistema.
O lançamento do cartão de combustíveis é apenas mais um passo da estratégia do Banrisul. Há cerca de dois anos, a instituição financeira entrou no mercado de cartões de benefícios com o lançamento do Refeisul, cartão com funções de vale-refeição e vale-alimentação. Atualmente, é o líder do setor no Rio Grande do Sul, com 30% de penetração. “O Refeisul cresceu 25% em 2005 e pretendemos alcançar um crescimento de aproximadamente 30% este ano”, revela Michelucci.
E as iniciativas não devem parar por aí. Além da conquista de novos clientes para o produto de vale-combustível, a intenção do Banrisul é incluir outros produtos em seu porfólio. “Estamos estudando outras possibilidades, principalmente para o setor público”, conta o diretor. Segundo ele, o objetivo é agregar valor à rede e justificar o investimento feito por cada estabelecimento nos equipamentos de ponto de venda.
Para suportar todos esses serviços, o banco utiliza uma rede própria, constituída em 1997. Inicialmente pequena, a infra-estrutura cresceu explosivamente nos últimos três anos, passando de 3 mil para 37 mil pontos. Hoje, além de suportar as cerca de 3,8 milhões de transações mensais do cartão de débito dos correntistas do banco (que não oferece cartões das bandeiras tradicionais, como Visa Electron e Maestro), a rede apóia 3 milhões de transações da rede de arrecadação (Banricontas) e os produtos de cartões de benefícios.
Michelucci explica que a decisão a rede própria não torna a operação mais cara que a contratação de serviços de terceiros. Além disso, garante à corporação maior flexibilidade para lançar novos produtos e mais competitividade. “É estratégico, porque, com isso, estamos fidelizando clientes físicos e estabelecimentos”, conclui.