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Serviços levam IBM Brasil a ciclo de contratações e de expansão

IBM Brasil está contratando cerca de dois mil funcionários até o final do ano em função de uma estratégia agressiva na área de serviços

Publicado:
05/09/2006 às 13:21
Leitura
8 minutos
Serviços levam IBM Brasil a ciclo de contratações e de expansão

Em sete meses de 2006, a IBM contratou 1,5 mil profissionais. Até o final do ano, serão mais 2 mil, o que a deixará com 11 mil empregados diretos e outros 3 mil terceirizados. Em dois anos, o alvo é chegar a 20 mil, mais do que grandes empregadores do setor automobilístico.

Não é mais do que a Índia, um dos parceiros e concorrentes do bloco Bric (abreviação de Brasil, Rússia, Índia e China, os chamados mercados emergentes), que saltou de 5 mil funcionários para 45 mil em três anos. Mas, mesmo assim, é um feito e tanto.

Quando chegou à presidência da IBM, Rogério Oliveira encontrou uma empresa com 4.500 funcionários e 26% de seu faturamento vindo da área de serviços. Em quatro anos, ajudou a companhia a dar uma das maiores guinadas estratégicas da sua história. Em 2006, a subsidiária brasileira estima que 45% da receita será da área de serviços.

Nesta terça-feira, Steve Mills, vice-presidente mundial de software, anuncia um centro de alto desempenho de serviços sob demanda, para que parceiros e clientes da empresa possam testar aplicações “on demand”, em São Paulo. Mais um passo rumo à globalização da “Big Blue”.

Nesta entrevista exclusiva ao IDG Now!, Rogério Oliveira fala sobre os desafios do Brasil para conseguir espaço no mercado de exportação de serviços e da construção de um novo centro, como o de Hortolândia, em São Paulo. Neste ano, informa, a empresa vai exportar 200 milhões de dólares em serviços, o dobro do ano passado. Leia os principais trechos:

A IBM tem 9 mil funcionários, está contratando mais de 3 mil neste ano e quer chegar a 20 mil nos próximos dois anos. Qual a razão dessa expansão?

A razão dessa expansão é o setor de serviços. A IBM Brasil está recuperando terreno e se aproximando do perfil da corporação mundial. Lá fora, mais de 50% da receita é de serviços. Em 2002, quando assumi, 26% do faturamento, no Brasil, era de serviços. Vamos chegar próximo dos 45% no final de 2006. Essa aceleração só foi conseguida na base de um crescimento da área de serviços a taxas de 40% a 50% por ano. E este segmento é altamente dependente de mão-de-obra. Saímos de 4.500 funcionários, para 12 mil, se considerarmos os 3 mil terceirizados. Neste ano, já contratamos 1,5 mil pessoas até julho e a previsão é contratar mais 2 mil até o final do ano.

Esses números flutuam em razão dos novos contratos e do dólar, que hoje trabalha contra a IBM na área de serviços. O perfil de salário do Brasil não é muito competitivo, quando se compara com a Índia. E, em uma estrutura globalizada de serviços, não se pode pensar no mercado interno.

Os custos do Brasil são piores do que os da Índia?

Sim, são piores. O dólar agravou esse cenário, mas o problema vai desde o salário até ao custo trabalhista associado aos impostos.

++++

Como ser competitivo, então?

É necessário ter produtividade e eficiência para remover essa lacuna. Uma das opções é especializar-se em algumas áreas de serviços na qual o componente de salário não é tão crítico Além disso, não dá para fazer tudo na Índia.

O Brasil quer ser um exportador de software, mas se reclama que o mercado local não tem profissionais capacitados para atender essa demanda. É verdade?

Sim, isso tem um fundo de verdade. O fato é que não há um programa nacional estruturado de formação de mão-de-obra, como na Índia e na China. A Índia consegue colocar no mercado mais de 1 milhão de graduados em universidades ao ano, nos quais quase 300 mil são de ciências exatas. Nós não chegamos aos 50 mil.

Os indianos também têm fluência na língua inglesa. No Brasil, não temos um programa nacional de inglês nas faculdades. No mundo globalizado, a língua de comunicação, infelizmente, vai ser o inglês e ele é a primeira barreira ao profissional brasileiro.

A IBM vai construir um segundo centro tecnológico além do que já existe em Hortolândia, interior de São Paulo? Quais os municípios que estão sendo avaliados?

Seguramente, vamos precisar de outros centros. Pode ser que tomemos a decisão de fazer isso de forma pulverizada. Há uma série de ofertas no Brasil, através das prefeituras. Regiões como Campinas estão praticamente saturadas. Estamos olhando muito a opção do centro de São Paulo. É um projeto muito atraente para a IBM e o incentivo que a prefeitura de São Paulo está oferecendo, no nosso caso o ISS, é bastante motivador.  Há outros centros em estudos, mas o de São Paulo é o mais plausível e está em estágio bastante avançado.

 

A IBM está se transformando numa empresa global, com cada subsidiária ao redor do mundo assumindo sua posição dentro da organização de acordo com a sua aptidão. Qual a vocação da subsidiária brasileira?

O Brasil faz parte do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). O que o Brasil tem de característica diferenciada, se avaliarmos a China, a Índia e a Rússia, é que o mercado interno desses países é proporcionalmente menor se comparado com a capacidade de exportação.

O caso da Índia é o mais gritante: ela exporta muito, mas o mercado interno é mínimo. A IBM Brasil é maior do que a Índia em até cinco vezes no mercado interno. A China agora está crescendo, mas não tinha um grande mercado interno. A Rússia é minúscula. O Brasil nasceu com o mercado interno e ao longo do tempo adquiriu a missão de prover serviços para um mercado globalizado.

O Brasil é também um mercado que está na era dos serviços, o que não acontece com os outros países do Bric. Essa situação única dá um balanceamento interessante.  A vocação do Brasil é serviços de valor adicionado, não de baixo nível, como call center.

++++

Qual o peso que Brasil, Rússia, Índia e China já têm dentro da IBM?

Eles representam 5% do faturamento da IBM, mas com taxas de crescimento que não existem em outros países, que chegam até a 30%.

E em número de funcionários?

São bem maiores. A Índia saiu, no espaço de três anos, de 5 mil para 45 mil funcionários. Só em Bangalore, a IBM tem 27 mil funcionários. No mundo, a IBM tem quase 350 mil funcionários.

Quantos clientes internacionais têm a IBM Brasil?

Temos 160 clientes ao todo, cerca de 50 internacionais, a maioria das Américas e de algumas regiões da Europa, como o ABN, que é atendido globalmente.

E quanto foi a receita da IBM com exportação destes serviços?

No ano passado, exportamos 100 milhões de dólares. Neste ano, vamos chegar a 200 milhões de dólares.

 

O sr. acredita que o Linux vai ganhar espaço nos desktops, ou vai ficar restrito aos servidores?

Acredito que o desktop, do jeito que está, vai perder espaço. O PC foi uma libertação, mas a internet mudou este paradigma. O fim dessa brincadeira é não ter nada na ponta de novo: tudo vai estar na web. Quem é o maior inimigo da Microsoft? O Google. Por quê? Eles não vendem PC, mas oferecem aplicações sob demanda. Quer uma planilha eletrônica? Vai estar tudo na internet e o usuário vai pode acessar de onde ele estiver.

++++

O sistema operacional, então, é irrelevante?

Totalmente irrelevante. O usuário começa a entrar em outro modelo de computação: “a rede é o computador”.

Como o sr. avalia a política de tecnologia nestes quase quatro anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Não vejo uma política integrada e estruturada. São avanços em algumas áreas, movidas por iniciativas e necessidades específicas, como a MP do Bem, que visava a inserir o Brasil neste mercado competitivo. Exportar serviços é uma coisa que aconteceu nos últimos 36 meses. E no mercado de serviços é necessário outro paradigma. Veja exemplo do Uruguai. Ele criou uma zona de exportação, na qual não cobra os impostos de funcionários, só para ser mais competitivo.

O Brasil ainda está gerenciando muito em coisas setoriais e pontuais, porque não conseguimos tocar nas coisas estruturais, que são as reformas trabalhista e fiscal. Essas reformas levam ao esforço brutal de criar guarda-chuvas que são melhores do que nada, mas não são o ideal.

O sr. acredita que a opção de apoiar políticas ligadas ao software livre por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi correta?

Sim, porque há um problema de custo. Na medida em que você toma uma decisão na qual vai gastar “x” dólares, se otimizar o gasto disso, vai ter mais com o mesmo dinheiro. Como os padrões abertos são uma tendência mundial, o fato de um governo ter endossado isso, para mim, foi uma política correta,  desde que seja bem balanceada e usada nas áreas onde faz sentido.

Ralphe Manzoni Jr. é editor-executivo do IDG Now!

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