Com a promessa de menores custos na implantação da rede WiMAX, o Instituto Eldorado apresenta ao mercado uma tecnologia 100% nacional e que vem sendo estuda e desenvolvida pela associação desde 2005. Batizado de WiMAX-700, o padrão opera em uma freqüência abaixo de 1 GHz – faixa que permite atingir um raio de 65 km. “A qualidade é a mesma das bandas de 2,5 GHz e 3,5 GHz, mas, como o alcance é maior – o padrão tradicional tem raio de 3 km -, o custo de infra-estrutura fica bem mais barato, porque se usa menos estações radiobase (ERBs)”, esclarece o diretor de desenvolvimento de negócios, Paulo Ivo.
Apesar de não ter estudos brasileiros que demonstrem quanto menor é a implementação, Ivo cita uma pesquisa, realizada nos Estados Unidos, que apontou um gasto 90% mais baixo em comparação com os outros padrões. Além do maior raio, uma alternativa seria usar a infra-estrutura já existente das redes de televisão.
Desde seu início, o projeto consumiu investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão, financiados pela Finep e pelo Instituto Eldorado. No entanto, a tecnologia brasileira ainda precisa ser aprovada como padrão internacional no WiMAX Forum para, em seguida, o Instituto pleitear junto à Anatel a definição de uma faixa exclusiva para o WiMAX, uma vez que a freqüência abaixo de 1 GHz está ocupada com as transmissões UHF.
Até a segunda quinzena de novembro, Ivo pretende ter a especificação da proposta brasileira versada para o inglês para enviá-la para reconhecimento e certificação do WiMAX Forum. Para reforçar o pedido junto à organização, o Instituto está trabalhando para realizar um projeto piloto. “Estamos conversando com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ministério das Comunicações e Anatel para o piloto. Eles apostam muito que vamos conseguir a certificação junto ao WiMAX Fórum.”
De acordo com Ivo, oito multinacionais fornecedoras de hardware e o MCT estão empenhados para viabilizar o projeto piloto, que poderia ocorrer na região de Fortaleza, em parceria com a prefeitura de uma pequena cidade.
O projeto do Instituto Eldorado, que ocorreu em parceria da Unicamp, poderia representar uma alternativa para provedores menores levar a internet banda larga em cidade menores, que não justifiquem grandes investimentos.
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