A Intel lançou hoje (23/3) a sétima geração de processadores Core no Brasil. A nova família, baseada na arquitetura de 14 nanômetros, promete mais velocidade de resposta, segurança, baixo consumo de energia e interatividade em linha com conteúdos em realidade virtual (VR, na sigla em inglês) e 4K.
Maurício Ruiz, diretor-geral da Intel no Brasil, destacou à imprensa outros benefícios da nova geração em comparação com computadores com quatro e cinco anos de uso. Entre eles, o aumento de produtividade em até 25%, desempenho de gráficos 3D em até 65% e performance para games até 65% superior.
Para o segmento corporativo, ele ressaltou a adição de capacidades modernas nas máquinas, como o sistema de autenticação por biometria, senha e proximidade, a economia no consumo de energia e o vPro, que permite o gerenciamento remoto dos computadores e embarca recursos de segurança diretamente no hardware que garantem segurança das informações. “Esses elementos melhoram o dia a dia da TI”, apontou o executivo.
Para Ruiz, o mercado de consumo e corporativo têm necessidade latente de troca do parque de PCs. Estimativas apontam que mais de 40 milhões de computadores no Brasil são antigos, uma vez que novas compras foram postergadas com a crise. “Há demanda. Muitas empresas, inclusive, estão apostando no modelo de dispositivo como serviço, contratando o aparelho como serviço”, disse. Segundo ele, computadores com mais de três anos de vida têm mais custo de suporte, risco de segurança e perda de produtividade.
De acordo com a empresa, mais de 20 modelos com o novo processador já estão disponíveis no mercado por meio de fabricantes como Acer, Dell, HP, Lenovo, LG e Samsung. São mais de 20 canais para iniciar as compras, como Americanas.com, para o usuário final, e Network1, para o universo corporativo.
Crescimento flat
Ruiz comentou que dados da consultoria IDC indicam que o segmento de computadores neste ano será flat, com crescimento moderado no Brasil. Esse contexto, contudo, não diminui a expectativa positiva da empresa.
No ano passado, a Intel somou receita global de US$ 59,4 bilhões, sendo que US$ 32,9 bilhões foram provenientes do segmento client, composto por PCs, home gate e wireless. No Brasil, no primeiro bimestre do ano, o executivo apontou que as vendas de PCs no varejo saltaram 9%. “O negócio de PCs não está morrendo”, garantiu.
Games e realidade virtual
Além de ter destacado o mercado corporativo como promissor, Ruiz apontou que o setor de games cresce em ritmo acelerado. Para se ter uma ideia, o Brasil é o maior mercado em audiência do jogo League of Legends. A Intel, inclusive, patrocina um dos times do game, a Pain. “O PC é a principal plataforma para se jogar no Brasil e são mais de 40 milhões de gamers conectados por mês”, ressaltou. Para esse público, a empresa lançará um processador Core i3 de sétima geração com núcleo destravado, mais robusto, disponível no próximo trimestre em solo nacional.
Outra aposta forte da empresa para a nova geração de processadores é a realidade virtual, mercado que, de acordo com estimativas do banco Goldman Sach, movimentará US$ 80 bilhões até 2025, mudando a forma como as pessoas interagem com conteúdos. “Estamos prontos para essa tendência”, finalizou.