Promotores em Hamburgo iniciaram uma investigação que tem como alvo o líder da operação alemã do Facebook. As autoridades querem saber se houve incapacidade de a plataforma social remover um discurso do ódio racista da rede social, disse um porta-voz da promotoria.
A medida foi anunciada ontem (10/11) depois que políticos e celebridades manifestaram preocupação com a ascensão de comentários xenófobos no Facebook e em outras mídias sociais.
O diretor-geral do Facebook Europa do Norte, Central e Oriental, que fica baseado em Hamburgo, Martin Ott, pode ser responsabilizado pela plataforma social não ter removido o discurso de ódio. As investigações, no entanto, estão em fase inicial, alertou o promotor do caso.
A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu ao Facebook para fazer mais este ano sobre o assunto, enquanto o Ministério da Justiça do país pretende criar um grupo de trabalho com a empresa, outras redes sociais e prestadores de serviços de internet com o objetivo de identificar mensagens do tipo de forma mais rápida e eliminá-las.
Ao The Guardian, o Facebook disse que não iria comentar sobre a investigação. “Mas podemos dizer que as alegações carecem de mérito e não houve violação do direito alemão pelo Facebook ou de seus funcionários”, acrescentou.
A empresa havia anunciado parceria com um grupo chamado FSM, que voluntariamente monitora prestadores de serviços de multimídia, e disse que iria incentivar seus usuários a acabar com o racismo.