Logotipo IT Forum
IT Forum Instituto Itaqui Distrito Itaqui IT Invest
IT Forum - A Comunidade de Tecnologia se Encontra Aqui
  • Todas as notícias
  • Negócios
  • Liderança
  • CIO
  • Carreira
  • IA
  • Cibersegurança
  • Plataformas
  • ESG
  • Vídeos
  • Nossas colunas
  • Colunistas
  • Pesquisas
  • Prêmios
Revistas
  • IT Forum Líderes
  • Series
  • Histórias da TI
  • Ver todos
  • Todos os eventos
  • IT Forum Trancoso
  • IT Forum Forte
  • IT Forum Mata
  • Sobre o HIT
  • Todos os materiais
Todas as notícias Negócios Liderança CIO Carreira IA Cibersegurança Plataformas ESG Vídeos
Nossas colunas Colunistas
Pesquisas Prêmios
Revistas
Todos os videocasts E agora, TI? Entre Tech IT Forum Líderes Series
Todos os eventos Trancoso
Todos os materiais Todos os materiais
  1. Home
  2. Notícias
  3. Negócios
  4. O LinkedIn por dentro: o que o algoritmo esconde e o que ele revela
linkedin
Milton Beck

O LinkedIn por dentro: o que o algoritmo esconde e o que ele revela

Da saída do rótulo de banco de currículos à inteligência artificial, os bastidores da rede profissional que virou infraestrutura do trabalho

Publicado:
16/12/2025 às 14:18
Déborah Oliveira
Déborah Oliveira
Leitura
6 minutos
Milton Beck, LinkedIn. Foto: Divulgação
Milton Beck, LinkedIn. Foto: Divulgação

Por muito tempo, o LinkedIn foi visto no Brasil como um lugar funcional, quase burocrático. Um currículo on-line, acessado em silêncio, muitas vezes até bloqueado nas empresas. Hoje, a plataforma é palco de disputas narrativas, construção de reputação, recrutamento ativo, aprendizado contínuo e, cada vez mais, decisões orientadas por inteligência artificial (IA). Essa virada não foi acidental nem simples, mas construída ao longo dos anos.

A conversa que tive com Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina e África, executivo que participou da implantação da plataforma no Brasil e acompanhou de perto sua maturação, ajuda a entender os bastidores dessa transformação e desmonta alguns dos mitos mais comuns sobre o funcionamento do algoritmo da rede profissional mais influente do mundo.

Em 2011, falar em recrutamento ativo, marca empregadora ou visibilidade profissional era quase um tabu. Beck relembra reuniões em que diretores de RH pediam para “esconder” os funcionários da plataforma ou para serem avisados quando alguém atualizasse o perfil, sinal inequívoco, na época, de que a pessoa queria sair da empresa. “Naquele momento, ficou claro que o mercado não estava preparado para a lógica da transparência.”

O choque cultural era evidente. O mercado brasileiro ainda operava majoritariamente de forma reativa. Vagas eram publicadas, e candidatos ficavam à espera. O LinkedIn trouxe outra lógica: a do recrutamento passivo, em que os melhores profissionais muitas vezes nem sabem que estão sendo buscados.

Essa foi, segundo Beck, a grande virada do jogo. “A maioria das pessoas não está no LinkedIn para procurar emprego”, explica. “Elas estão para aprender, fazer networking, vender, comprar ou simplesmente manter a empregabilidade em dia.” O algoritmo passou a trabalhar a favor desse comportamento, não contra ele.

O algoritmo não é um oráculo

Poucos temas despertam tanto fascínio quanto o algoritmo do LinkedIn. Há quem procure a “hora certa” para postar, a fórmula mágica do alcance ou a combinação perfeita de palavras-chave. Beck desmonta essa ideia de forma direta. “O algoritmo muda o tempo todo. E muda porque o comportamento das pessoas muda o tempo todo”, afirma.
Nem mesmo ele, como executivo, diz conhecer uma fórmula fixa. “Se alguém disser que decifrou o algoritmo, está mentindo. O que funciona hoje pode não funcionar amanhã.”

Não existe mais “melhor horário universal”, nem receita pronta. O feed é moldado por sinais de engajamento, contexto, histórico individual e, principalmente, pela capacidade de gerar interações reais. Conteúdos excessivamente artificiais, inclusive os gerados por IA sem critério, tendem a ser ignorados. “Quando o conteúdo soa artificial demais, as pessoas simplesmente não engajam”, diz Beck. “O mundo é seletivo.”

IA no LinkedIn

Ao contrário do discurso externo, a inteligência artificial no LinkedIn não nasceu para criar posts virais, mas para automatizar tarefas invisíveis e escalar decisões complexas. Hoje, a IA atua desde o primeiro filtro de candidatos até a inferência de habilidades que não estão explicitamente descritas no perfil.

“O algoritmo não olha foto, não olha raça, não olha gênero”, afirma Beck. “Por design, ele trabalha com habilidades, experiências e dados comportamentais.” Quando erros acontecem, segundo ele, normalmente vêm de inferências estatísticas e não de decisões intencionais. “Pode haver falha, mas não há viés embutido por escolha.”

O sistema cruza milhões de pontos de dados por minuto, quem mudou de cargo, quem fez um curso, quem aplicou para uma vaga, quem interagiu com determinado conteúdo, e transforma isso em produtos. “Esses dados alimentam a inteligência artificial e ajudam a identificar gargalos de talentos, necessidades de capacitação e movimentos do mercado”, explica.

Nem tudo que viraliza importa

Outro mito comum é que o LinkedIn recompensa apenas polêmica ou volume. Beck relativiza essa leitura. “Às vezes, o que viraliza é justamente o conteúdo que não tem profundidade nenhuma”, diz. Em contrapartida, conteúdos mais densos tendem a crescer de forma menos ruidosa, porém consistente.

Programas como o Top Voices, por exemplo, não são monetizados nem negociáveis. “É uma decisão editorial. Não é algo que se compra, nem algo que passa por mim”, afirma Beck. “É escolha de relevância, contexto e impacto.”

Durante a pandemia, profissionais da saúde e pesquisadores ganharam destaque mesmo sem grandes audiências. “O critério não era alcance, era a qualidade da mensagem naquele momento”, relembra. A decisão reforça o posicionamento da plataforma como um espaço que tenta equilibrar engajamento e responsabilidade.

Hoje, o LinkedIn opera como uma espécie de mapa vivo da economia global. A plataforma conecta mais de 1,3 bilhão de usuários, 68 milhões de empresas, 14 milhões de vagas e cerca de 40 mil habilidades mapeadas. Não por acaso, a maior parte da receita vem das empresas, especialmente da área de soluções de talentos, considerada o carro-chefe do negócio.

O Brasil, terceiro maior mercado da plataforma em número de usuários, é um laboratório importante dessa evolução. Embora o País não tenha o mesmo peso em receita, é um dos mais ativos em uso, engajamento e produção de conteúdo. “O brasileiro usa muito o LinkedIn. Ele produz, comenta, compartilha”, diz Beck. “Aqui, a plataforma realmente virou parte da rotina profissional.”

A principal lição dos bastidores do LinkedIn talvez seja a de que a plataforma não foi desenhada para atalhos. Ela favorece consistência, clareza de propósito e contribuição real. O algoritmo amplifica comportamentos, bons ou ruins, mas não os cria.

Em um ambiente em que todos querem visibilidade, o LinkedIn segue apostando em algo menos óbvio: reputação construída no longo prazo. “Não existe prompt que resolva isso sozinho”, resume Beck. “No fim, o que sustenta uma carreira ainda é o que a pessoa entrega ao longo do tempo.”

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Seta para cima
Mais lidas
Notícias

Via Varejo implementa chatbot com recursos do IBM Watson

9 anos atrás

1
CIO

Billing em um mundo Multicloud: grande desafio para 2019

7 anos atrás

2
Notícias

Como estruturar o marketing para aperfeiçoar o atendimento ao cliente

8 anos atrás

3
Notícias

PicPay simplifica compra no e-commerce

7 anos atrás

4
Notícias

Capgemini adquire Adaptive Lab e amplia rede de estúdios de design digital

8 anos atrás

5
Logo IT Forum
Newsletter
As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada.
Instagram Linkedin Facebook Tiktok Youtube
1 / 1
linkedin
Milton Beck
Autor
Déborah Oliveira
Déborah Oliveira
LinkedIn

Editora-chefe e diretora de Conteúdo do IT Forum, Déborah Oliveira é jornalista com mais de 17 anos de experiência na área de TI. Tem passagens pelas redações da Computerworld, CIO e IDG Now!. Bacharel em Jornalismo, com graduação executiva em Marketing, e MBA em Marketing. Em 2018, foi vencedora do prêmio de melhor Jornalista de TI no Brasil, do Cecom. Em 2019 e 2020, foi destaque do mesmo prêmio na categoria Telecom. É uma das autoras do livro “Da Informática à Tecnologia da Informação – Jornalistas Contam Suas Histórias”, pela editora Reality Books, lançado em 2020.

Ver publicações deste autor
Notícias relacionadas
Ver mais Seta para direita
Notícias relacionadas
Ver mais Seta para direita
Capital cognitivo híbrido, o próximo capital das organizações
Gestão
Capital cognitivo híbrido, o próximo capital das organizações

Heriton Duarte

2 meses atrás

Dilema da IA está entre escalar produtividade e preservar confiança
Inteligência Artificial
Dilema da IA está entre escalar produtividade e preservar confiança

Déborah Oliveira

2 meses atrás

“O varejo não compete mais por canal, mas por capacidade de movimentar produtos”, diz CIO da Motz
Inteligência Artificial
“O varejo não compete mais por canal, mas por capacidade de movimentar produtos”, diz CIO da Motz

Pamela Sousa

2 meses atrás

Xerox anuncia nova estrutura global para o mercado da Print
Negócios
Xerox anuncia nova estrutura global para o mercado da Print

Redação

2 meses atrás

Conectando a tecnologia e o futuro dos negócios

Insights e inovações para líderes no IT Forum.

Conteúdos

  • Notícias
  • Colunas
  • Pesquisas
  • Series
  • Revistas
  • Videocasts
  • Eventos

Notícias

  • Todas as notícias
  • Negócios
  • Liderança
  • CIO
  • Carreira
  • Inteligência Artificial
  • Cibersegurança
  • Plataformas
  • Sustentabilidade
  • Vídeos

IT Forum

  • Sobre nós
  • Envie seu Release
  • Mídia Kit
  • Contato
  • Expediente
  • Cultura
  • Distrito Itaqui
  • Anuncie
  • Notícias
  • Colunas
  • Pesquisas
  • Series
  • Revistas
  • Videocasts
  • Eventos
  • Todas as notícias
  • Negócios
  • Liderança
  • CIO
  • Carreira
  • Inteligência Artificial
  • Cibersegurança
  • Plataformas
  • Sustentabilidade
  • Vídeos
  • Sobre nós
  • Envie seu Release
  • Mídia Kit
  • Contato
  • Expediente
  • Cultura
  • Distrito Itaqui
  • Anuncie

Logo do IT Forum
Estr. Dr. Yojiro Takaoka, 4601 - Ingahi, Itapevi - SP, 06696-050
Icone Instagram Icone Linkedin Icone Facebook Icone TikTok Icone YouTube
  • Link Política de privacidade
  • Link Fale conosco
  • Link Termos de uso
  • Link Trabalhe conosco
Copyright © 2026 IT FORUM - Todos os Direitos Reservados