Aprovada em assembleia de credores, objetivo é conseguir R$ 44 milhões com a venda; dinheiro abaterá dívidas da rede, em recuperação judicial
Comprada em 2017, a Estante Virtual é um marketplace que conecta o acervo de sebos espalhados pelo Brasil a leitores interessados em adquirir títulos de segunda mão. Na época, a aquisição foi encarada como um movimento importante da compradora, Livraria Cultura, para aumentar sua presença no mundo on-line. Dois anos depois, a realidade não se concretizou e a rede está colocando o negócio à disposição de interessados.
Com dívidas de R$285 milhões, a Cultura está em recuperação judicial desde outubro 2018. Por isso, está se desfazendo de negócios paralelos para conseguir caixa necessário ao pagamento de credores e manutenção dos negócios. O objetivo seria obter R$ 44 milhões a partir da venda do site ou oferecer créditos tributários no valor de R$ 32 milhões.
Como a Estante Virtual entra na categoria de Unidade Isolada, a petição com o pedido de homologação da Proposta foi protocolada no dia 13 de setembro pois a negociação do ativo não impacta de forma direta a estrutura da empresa-matriz. A venda faz parte do plano da estratégia de recuperação, aprovada e homologada em abril desde ano.