A loja-conceito do Grupo Pão de Açúcar, cujas novidades foram adiantadas pelo IT Web e que será inaugurada nesta terça-feira (21/08) no Shopping Iguatemi (São Paulo), consumiu investimentos na ordem de R$ 8 milhões. Metade desta quantia, no entanto, foi paga pelos parceiros tecnológicos – 13 no total – envolvidos no projeto desde o início para, junto com o Grupo, transformar a 13ª loja do Pão de Açúcar em uma vitrine, na qual o uso de tecnologias como identificação por radiofreqüência (RFID), etiquetas eletrônicas de preços e Wi-Fi será testado.
“A loja é um laboratório para testarmos tecnologia. Só faremos roll out quando tivermos retorno, mas não temos planos de implantar este conjunto de tecnologias nas outras lojas”, explica o diretor de tecnologia do Grupo Pão de Açúcar, Ney Santos. As tecnologias que não se justificarem serão descartadas.
É o que o que ele chama de “degustação de tecnologia”. Santos comenta que o grupo vai investir continuamente em aprimoramento e em novas tecnologias – sempre com a intenção de provar as funcionalidades. Para a loja-conceito, o diretor adianta que os planos de expansão incluem o pagamento via celular e a adoção de GPS nos carrinhos de compra inteligente, que, hoje, vêm equipados com Wi-Fi, RFID e Bluetooth.
Os outros R$ 4 milhões referem-se a investimentos do Pão de Açúcar para a criação da loja – e nada tem a ver com tecnologia. A loja-conceito demorou um ano para ser concretizada, entre articulação, preparação e montagem. De acordo com Santos, o maior desafio foi promover a integração entre todos os parceiros e entre as diferentes tecnologias. Uma tarefa nada fácil. Para se certificar de que tudo estivesse pronto para a abertura oficial da loja, foram deslocados, na reta final do projeto – últimas semanas antes da inauguração -, somente da área de tecnologia 20 pessoas tempo integral.
Em caso de alguma falha, Santos afirma que a loja está preparada. Além de ter toda a infra-estrutura em dobro, há impressora em papel, caso haja necessidade de etiquetar os produtos.