Levantamento realizado pelo professor Newton Campos e o pesquisador Paulo Abreu, ambos da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), mostra que o mercado de startups e aceleradoras no Brasil está crescendo.
Atualmente, o cenário nacional conta com 40 empresas, de acordo com o estudo batizado de “O Panorama das Aceleradoras de Startups no Brasil , predominando as que se originaram na Região Sudeste, seguida pelo Nordeste, Sul e Norte, mas com negócios que são desenvolvidos em todo o País nas áreas de TI, Educação, e Comércio e Serviços principalmente.
Com tempo de vida que varia em torno de três anos e meio, as aceleradoras desenvolveram em seus programas de aceleração uma média de 28 startups, totalizando 865 startups, com valores de investimento que variam de R$ 45 mil a R$ 255 mil. Uma única aceleradora é a recordista e já desenvolveu 191 startups até agora, sendo uma das mais ativas da América do Sul.
Outro dado que chama atenção são as ferramentas utilizadas pelas aceleradoras na seleção de startups e empreendedores que desejam acelerar. Nenhuma delas exige o tradicional Plano de Negócio – documento pedido por grandes empresas, mas cerca de 26% das aceleradoras exigem o Business Model Canvas – ferramenta mais recente no campo do empreendedorismo – e a maioria desenvolveu uma metodologia própria, aponta o estudo.
Em contraposição, startups são desafiadas por terem equipe inadequada, demanda ineficaz e falta de escalabilidade. Ou seja, não é tanto o perfil do negócio em si, mas sim a qualidade e a capacidade da equipe fundadora que contam na avaliação.