O mercado de tablets em todo o mundo registrou retração de 7% ano a ano no segundo trimestre de 2015, com embarques totais de 44,7 milhões de unidades de acordo com dados preliminares da IDC. Marcado por pouca inovação de hardware e atualizações limitadas, segmento também diminuiu 3,9% em comparação com o primeiro trimestre de 2015.
Além do declínio, diz Jean Philippe Bouchard, diretor de pesquisa da IDC para Tablets, a consultoria observa uma mudança profunda no cenário de fornecedores com os líderes Apple e Samsung perdendo participação no mercado global.
De acordo com o executivo, no primeiro trimestre do ano, Apple e Samsung foram responsáveis por 45% do mercado e no último trimestre, com o crescimento de fabricantes como LG, Huawei, e E FUN, seu market share conjunto caiu para 41%.
Tablets da LG e Huawei, e os dois em um da marca Fun estão interferindo na soberania das líderes. “Essa tendência também é algo que vemos em uma escala mais ampla com os top cinco fornecedores responsáveis por 54% do mercado, contra 58% no último trimestre. A Huawei ficou entre as cinco pela primeira vez, enquanto E FUN está no top dez depois de mais de um ano, indicando que o cenário de fornecedores está evoluindo”, comentou.
Apesar de queda contínua nos embarques para a sua linha de produtos iPad, a Apple manteve a liderança no mercado de tablets em todo o mundo, com 10,9 milhões de unidades no segundo trimestre. A Samsung ficou na segunda posição, com 7,6 milhões de unidades vendidas e participação de mercado de 17,0% no segundo trimestre de 2015.
A Lenovo manteve a terceira colocação, com 2,5 milhões de unidades e 5,7% de participação no mercado. LG e Huawei encerraram o trimestre em empate estatístico no quarto lugar, completando o top cinco, cada um responsável pelo embarque de 1,6 milhão de dispositivos.
“Ciclos de vida mais longos, aumento da concorrência de outras categorias, como smartphones maiores, combinado com o fato de que os usuários finais podem instalar os mais recentes sistemas operacionais em seus tablets mais antigos, sufocaram o entusiasmo inicial para esses dispositivos no mercado consumidor”, avalia Jitesh Ubrani, analista de pesquisa sênior para dispositivos móveis da IDC.
Segundo ele, no entanto, com os dispositivos dois em um e a adição de recursos de produtividade, fornecedores serão capazes de levar nova vitalidade para um mercado que perdeu o seu ímpeto.