O Ministro das Comunicações, André Figueiredo, afirmou durante a Futurecom, que acontece de 26 a 29 de outubro, que o governo brasileiro só vai se posicionar sobre a possível consolidação da Oi e TIM quando for comunicado oficialmente. Ele manifestou a possibilidade de interceder. “Não queremos concentração, especialmente em determinadas regiões, mas caso isso venha a acontecer, vamos estudar como agiremos”, disse.
A Oi informou ontem (26/10) por meio de fato relevante que recebeu do grupo de investimentos Letter One uma proposta de exclusividade para potencial combinação de negócios com a TIM Participações S.A. No mesmo dia, a TIM comunicou que “não tem nenhuma negociação em curso com as partes referidas em relação a qualquer potencial consolidação no mercado brasileiro”.
Segundo a Oi, pela proposta, enviada pelo BTG Pactual, que cuida no momento de alternativas para consolidação do setor de telecom no Brasil, à diretoria da Oi e ao Conselho de Administração da Oi, a Letter One estaria disposta a realizar um aporte de até US$ 4 bilhões na Oi, condicionada à operação de consolidação
Questionado sobre uma possível ajuda do governo para eliminar o endividamento da Oi, Figueiredo afirmou que existem mecanismos para apoio na recuperação da Oi, mas que isso não necessariamente acontecerá por meio de investimento direto. Atualmente, a Oi, que tem dívida quatro vezes superior ao Ebitda, é a tele mais endividada do segmento.
Ele alertou que o governo pretende adiantar a revisão da regulamentação, mas que a movimentação não acontecerá em razão da possível consolidação entre TIM e Oi.
Sobre a movimentação de expansão do mercado nacional, em virtude da possível consolidação, ele não descartou a chegada de novos players no Brasil, afirmando que há empresas internacionais interessadas em investir no setor de telecom no País.