Dispositivos móveis ganharam o status de principal interface com o mundo e a economia do compartilhamento só é possível por causa de aparelhos como tablets e smartphones. É o que acredita Ronaldo Lemos, professor da UERJ e representante do MIT Media Lab no Brasil. “Esses aparelhos nos trazem infinitas possibilidades”, sentenciou durante evento realizado pela Samsung na noite de ontem (4/11).
Para ele, tecnologias também têm impacto positivo na democracia a exemplo do Marco Civil da Internet, do qual Lemos participou do desenho. “Essa foi uma Lei colaborativa, construída por meio da internet, por meio do celular, tablet e computador. Sou otimista sobre o impacto da tecnologia, já vivi esse processo contribuindo para a democracia e acredito que vai continuar”, afirma.
De acordo com o acadêmico, é inegável o impacto das tecnologias no cotidiano e cada vez mais elas têm sido instrumento de mudanças profundas na nossa relação com as pessoas, as coisas e a cidade. Como a tecnologia, afinal, muda nossa relação com as pessoas? Lemos cita como exemplo o advento do Instagram, que faz com que as pessoas se comuniquem não só por texto, mas principalmente, por imagem.
Sobre a mudança da relação com as coisas, o representante do MIT Labs lembra que o smartphone já se tornou a primeira tela. “Também veremos surgir, cada vez mais, a internet das coisas e carros conectados”, indica.
Já sobre nossa relação com a cidade, Lemos lembra que dispositivos móveis ganham, cada vez mais, a missão de contribuir para a melhoria das cidades. Por exemplo, já se usa o aparelho para mapear o trânsito e evitar rotas engarrafas.
Mas o que é preciso fazer para navegar nesse mundo repleto de disrupções? Para dar a resposta, ele cita Joi Ito, diretor do MIT Lab com quem trabalha há mais de dez anos, que recomenda alguns princípios que as pessoas podem se orientar. “Resiliência é mais importante do que força; puxe em vez de empurrar; assuma riscos em vez de manter-se na zona segura de conforto; prefira sistemas em vez de objetos; pratique em vez de focar na teoria; desobedeça em vez de manter-se compliance; aprenda em vez de se educar”, finaliza.