Ellen Pao ficou conhecida depois de entrar na justiça contra a empresa de investimentos Kleiner Perkins Caufield & Byers por conta de discriminação de gênero. Erica Baker causou um rebuliço no Google depois de ter iniciado uma planilha incentivando os funcionários da empresa a compartilharem seus salários – só para mostrar a disparidade entre os sexos. Laura I. Goméz fundou uma startup que tem como objetivo melhorar a diversidade durante o processo de contratação.
O que mais essas mulheres têm em comum, além de tentarem diminuir a distância entre os gêneros no mundo corporativo? Elas acabaram de iniciar um movimento, em conjunto com outras cinco
representantes do sexo feminino de grandes empresas de TI, como Pinterest e Stripe (uma empresa de pagamentos on-line), chamado de Project Include (ou projeto inclusão, em tradução livre).
O objetivo, como o nome sugere, é coletar e compartilhar dados que possam ajudar a diversificar o quadro de funcionários que trabalham em empresas de tecnologia – não somente com relação ao gênero, mas também outras minorias.
“O mantra de todas as empresas com relação às estatísticas para diversidade é ‘não estamos indo bem, mas estamos trabalhando nisso'”, afirma Ellen, completando que pessoas não aprendem nada com isso.
Em um primeiro momento, como parte do projeto, o grupo pretende extrair compromissos de empresas de tecnologia para rastrear a diversidade de sua força de trabalho ao longo do tempo e, eventualmente, compartilhar tais dados com outras startups – o esforço incidirá sobre companhias que empregam entre 25 e 1 mil funcionários, na esperança de estimular empresas a pensarem sobre igualdade.
O projeto também solicitar a participação de empresas de capital de risco que aconselham e orientam as startups. O período de pesquisa será de sete meses e, depois disso, os dados serão divulgados de forma anônima, com o intuito de mostrar progressos ou falhas.