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João Torres: ‘Não existe nirvana da diversidade. Nenhuma empresa chegou lá’

No m¬s do Orgulho LGBT+, consultor explica dificuldades da inclusão e como empresas podem olhar melhor para esse público

Publicado:
26/06/2023 às 16:15
Leitura
7 minutos
João Torres, COO da Mais Diversidade e Presidente Executivo do Instituto +Diversidade
João Torres, COO da Mais Diversidade e Presidente Executivo do Instituto +Diversidade Foto: Divulgação

A pesquisa “O Cenário Brasileiro LGBTI+”, realizado pela Mais Diversidade, revela que o ambiente de trabalho já possui o mesmo grau de importância que ambientes familiares para pessoas LGBTI+ falarem sobre sua sexualidade. Ainda assim, 20% delas não falam sobre sua sexualidade com nenhuma pessoa do trabalho e quase todas as pessoas da pesquisa usam amizades e redes de apoio para falar sobre o tema.

Ambientes inclusivos para LGBT+ devem ser prioridade nas empresas: 74% das pessoas respondentes destacam o ambiente inclusivo como o mais importante para a população LGBT+. Também são citados: mais referências LGBT+ (54%), oportunidade de desenvolvimento de carreira (45%), sensibilização da organização para o tema (42%), liderança inclusiva (39%), ações afirmativas em processos seletivos (19%), oportunidades de engajamento em ações de D&I (14%).

Entretanto, as ações de diversidade e inclusão ainda são uma questão para grande parte das organizações. Em homenagem ao Dia do Orgulho LGBT,+ comemorado amanhã (28), entrevistamos João Torres, COO da Mais Diversidade e Presidente Executivo do Instituto +Diversidade, que contou algumas das principais barreiras corporativas.

“Nas Américas, o Brasil é o país número 2 já nos programas de diversidade e inclusão. O Brasil tem muito para fazer, até porque é um país profundamente desigual, é um país que discrimina, mas a pauta nos últimos dez anos avançou com uma velocidade que nos coloca entre as organizações mais avançadas”, diz ele.

Confira a entrevista:

IT Forum: O que são a Mais Diversidade e o Instituto +Diversidade?

João Torres: Quando falamos da consultoria, estamos falando de uma consultoria para as empresas desenvolverem seus programas de diversidade e inclusão e temos quatro negócios: consultoria estratégica (nosso time está dentro das organizações no dia a dia realizando plano de ação, mensuração, KPIs, observando se o programa está avançando, gestão de crise); educação corporativa (trazer conteúdos, informações, de todos os níveis hierárquicos sobre todos os temas); mentoria executiva (discussão de diversidade e inclusão com os líderes para o impacto nos negócios da organização); e curadoria de talentos (a gente ajuda a buscar talentos diversos no mercado).

Já o Instituto é uma área de atuação social. O foco é a população LGBTQIA+ e a missão é promover o trabalho digno do público. A gente trabalha com algumas frentes: empregabilidade no mercado formal; empreendedorismo; redes de apoio; e dados, que ainda são escassos.

IT Forum: Por que as pesquisas LGBT+ são tão difíceis?

João Torres: Quando a gente fala de gênero e questão racial, a gente precisa até reportar o governo. O caso LGBT+ é mais sensível porque é um dado que se for mal utilizado, pode ser um dado usado para excluir. A gente sabe que o nosso país é muito violento para essa população, imagina se uma lista de quem é LGBT+ cai em uma pessoa que é lgbtqifóbica.

Se a empresa não estiver trabalhando o tema de diversidade e inclusão, se as pessoas não sentirem confiança para saber que os dados serão usados da forma correta, elas não responderão. Também tem toda a discussão de LGPD. Se elas não tiverem confiança que os dados serão usados para fins de inclusão, elas não vão se sentir seguras.

Leia mais: Dia do Orgulho: 3 empresas de TI reconhecidas pela inclusão

A nossa recomendação é de que as empresas façam pesquisas anônimas, usando metodologias que garantam que a pessoa não será identificada, pois são dados muito sensíveis. Não recomendamos que as pesquisas sejam obrigatórias, pois pode haver problemas jurídicos. Talvez a companhia tenha mais problemas do que soluções.

IT Forum: Você diria que as empresas brasileiras estão atrasadas ou não, em comparação ao mundo, no sentido de inclusão e diversidade?

João Torres: De acordo com a minha experiência, os Estados Unidos são o país número 1. A Europa tem muita abertura, mas eu confesso que os modelos que vejo por lá têm imitado o modelo norte-americano.

Nas Américas, o Brasil é o país número 2 já nos programas de diversidade e inclusão. O Brasil tem muito para fazer, até porque é um país profundamente desigual, é um país que discrimina, mas a pauta nos últimos dez anos avançou com uma velocidade que nos coloca entre as organizações mais avançadas.

IT Forum: Como as empresas devem endereçar pautas como o banheiro para pessoas trans?

João Torres: Tem mais mitos do que problemas em si. Já existem alguns tipos de regulamentações a níveis estaduais e nacionais que ajudam a endereçar essa questão de banheiro, vestuário. É mais falta de informação que geram crenças e os decisores de tomações têm medo de resolver.

O problema está na transformação que as empresas precisam adotar para essas práticas. É normal em companhias falarem ‘a partir de hoje mulheres trans podem usar o banheiro feminino’ e gerar um monte de problemas que não são baseados na lei ou no ato normativo, mas da cultura das pessoas. É um processo de transformação cultural que as empresas e pessoas precisam passar para que elas transformem seu mindset.

IT Forum: É importante ter metas de inclusão e diversidade?

João Torres: Se as empresas têm uma cultura de dados, conseguem tomar decisões que vão acelerar os programas de inclusão e diversidade. A inclusão é: minha empresa é um reflexo da sociedade? Baseado nesse dado, todas as ações afirmativas são bem-vindas. As ações afirmativas têm duas características: baseada em dados e de ter um prazo determinado.

No caso LGBT+ é mais desafiador porque não temos parâmetros. Temos pesquisas amostrais que falam quantas pessoas LGBT+ teriam no Brasil, mas não temos uma pesquisa como o Censo. Como os dados podem gerar exclusão, como podemos colocar no processo seletivo que essa é uma vaga afirmativa para o público LGBT?

Além disso, quando a gente fala dessa sopa de letrinhas, é muita gente. Eu quero dar um recorte para pessoas trans porque são as que estão na situação de maior vulnerabilidade, menos formação acadêmica, menos oportunidades, por exemplo… dito isso, aí sim eu posso dizer que programas afirmativos para pessoas trans são mais do que bem-vindos porque é um problema que já está dado.

IT Forum: Como “arrumar a casa” para a inclusão LGBT+?

João Torres: Não existe o nirvana da diversidade. Nenhuma empresa chegou lá. Esse é um trabalho que começa, mas não tem fim. A empresa terá que ter os programas, processos, práticas de gestão nas empresas.

Se uma empresa está em um estágio inicial, a primeira coisa é fazer um diagnóstico para medir a aceitação da liderança sobre o tema. Assim conseguimos acelerar um programa de inclusão e diversidade.

Se a liderança não está nada aberta, mas tem um grupo que quer puxar a pauta, eu não vou começar desenhando um programa, eu vou ter que começar com uma estratégia de educação corporativa para sensibilizar essa liderança para ter abertura e então ter um programa de diversidade e inclusão.

IT Forum: Quais são as maiores dificuldades do público LGBT+ no mercado corporativo?

João Torres: Quando eu falo de orientação sexual, qual a pauta dessas pessoas? Querem ter um espaço de segurança psicológico que elas possam ser quem elas são, querem benefícios inclusos, querem poder estar incluídas no plano de saúde do parceiro (a), olhar para licença parental… são questões mais avançadas.

As pessoas trans são desafios muito mais básicos. Ela pode ou não usar o banheiro? Qual banheiro? É algo tão básico e ainda não está resolvido. Direito ao uso do nome, ela vai poder usar o nome social dela?

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