Empresa divulga comunicado ao mercado de capitais para reiterar, entretanto, que ainda não há acordo fechado sobre os termos da operação.
A Telemar Participações, holding da Oi, informou ao mercado de capitais nesta quarta-feira (30/01), que “as negociações visando a reestruturação da base acionária da companhia com a saída de alguns sócios e o reposicionamento acionário de outros e a aquisição do controle acionário da Brasil Telecom Participações continuam avançando”.
A empresa, entretanto, salientou no comunicado que, “embora as partes envolvidas estejam trabalhando firmemente no sentido de, o mais rapidamente possível, procurar convergir, conciliar os interesses e superar as divergências para concluir ambas as operações, até o momento ainda não se chegou a um acordo sobre os termos da operação e não foi firmado, ainda que em caráter preliminar, qualquer documento a seu respeito entre as partes”.
Segundo informações já veiculadas na imprensa, dois dos atuais sócios da Oi/Telemar criarão uma companhia que fará uma oferta pelas ações do bloco de controle da Brasil Telecom.
Além de acertar os detalhes dessa reestruturação acionária pela qual passarão as duas empresas, a fusão entre as operadoras depende de um decreto que altere a atual Lei Geral de Outorgas, que hoje proíbe que uma mesma companhia detenha duas concessões públicas de telefonia.
As matérias já veiculadas falam que o preço pelas ações de controle da Brasil Telecom pode ficar em 4,8 bilhões de reais. Para assumir, no entanto, também os papéis hoje nas mãos dos minoritários, a Oi teria de desembolsar um total estimado em 8 bilhões de reais.
Nenhuma das empresas, até o momento, confirmou ou desmentiu as cifras citadas. O governo apóia a fusão como forma de se criar uma operadora nacional que faça frente ao crescimento de grupos multinacionais como Telefónica e Telmex. Ainda não se sabe, porém, qual será a reação das demais companhias a esse precedente.