Estudo realizado pelo IEEE indica que pais da geração Millennial também confiariam em AI para diagnosticar e tratar seus filhos
A IEEE, organização técnico-profissional dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade, revelou os resultados da pesquisa “Geração Inteligência Artificial 2018: Segundo Estudo Anual de Pais “Milennials” de Filhos Alpha”. A pesquisa indica como os pais da geração millennial no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Índia e China, com filhos da geração Alpha (8 anos de idade para baixo), pensam como crescer na era de tecnologia de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) poderá impactar a vida de suas crianças no que diz respeito à saúde. Nascida ente 2010-2025, a geração Alpha é considerada a mais tecnológica e estima-se que as tecnologias de AI estarão presentes em praticamente todos os aspectos de suas vidas.
Os especialistas afirmam que a tecnologia que pode ser vestida, como um acessório, em breve, será capaz de monitorar indicadores de saúde de pacientes. Ao vestir acessórios com AI, médicos e os usuários poderão compreender melhor as alterações na saúde do paciente.
Os pais da Geração Millennial, em todo o mundo, demonstram estar mais confortáveis em permitir que seus filhos Alpha vistam tais equipamentos a partir da adolescência (33%). Entretanto, mais da metade (58%) colocariam tais acessórios em seus filhos a partir da primeira infância (até 5 anos de idade) – no Brasil, esse índice é de 21%.
Na próxima década, a IA estará ainda mais desenvolvida e desde já a maioria de pais millenials em vários países afirmaram que confiariam de certa forma em tecnologias de AI para diagnóstico e tratamento de seus filhos Alpha. No Brasil, 31% dos pais millennials confiariam “bastante” neste tipo de ajuda; já os pais no Reino Unido se mostram mais céticos nesta tecnologia, com aproximadamente 4 em 10 pais (37%) afirmando que teriam uma grande confiança em IA
Especialistas indicam que futuramente quando as pessoas estiverem doentes poderão conversar com um equipamento de reconhecimento de voz (“Chatbot”) que usará a IA para comparar os sintomas relatados com dados registrados num banco de doenças, mais o histórico do paciente e outros dados circunstanciais para recomendar um curso de tratamento a ser seguido. No Brasil, 60% dos pais afirmam estar muito propensos a usar essa tecnologia para diagnosticar seu filho.
O software de reconhecimento facial e o equipamento de aprendizado também ajudará os médicos a diagnosticar doenças raras, analisando fotos de pacientes e correlacionando irregularidades detectadas com doenças genéticas raras.
Quanto a quão confortável os pais da geração Millennial usariam essa tecnologia para buscar respostas para preocupações com a saúde de seus filhos Alpha:
• Perto de dois terços dos pais brasileiros (64%) dizem que ficariam confortáveis usando reconhecimento facial e softwares e IA para diagnosticar seus filhos, enquanto 52% dos pais dos EUA indicaram que ficariam também confortáveis com isso.
Cirurgiões-robôs se preparam para operar crianças Alpha
• Cirurgiões-robôs equipados com inteligência artificial estão trazendo inovações e mais precisão para a sala de cirurgia.
• Na Ásia, os pais são significativamente mais propensos a permitir que robôs de IA realizem cirurgias em crianças Alpha – (China: 82%; Índia: 78%), enquanto 60% dos pais Millennials no Brasil dizem que muito provavelmente permitiriam robôs-cirurgiões com IA operassem seus filhos.
Em decisões de vida ou morte para geração Alpha ou seus próprios pais, Millennials confiam em médicos que dependem de IA
Quando perguntados se concordam fortemente ou concordam de alguma forma com a afirmação de que confiariam nos médicos que baseiam suas recomendações em dados provenientes da AI para tomar decisões de vida ou morte em relação aos filhos da Geração Alpha:
Os pais afirmaram que prefeririam usar IA para viver independentemente durante seus anos de ouro, em vez de confiar em seus filhos Alpha. Esta afirmação é mais forte na Índia e na China, e menor entre as populações americanas:
• Uma clara maioria dos pais prefere confiar na AI (94%), sendo 79% na Índia e 61% no Reino Unido e no Brasil expressando o mesmo sentimento.
A maioria dos pais em todo o mundo confia que a AI fará monitoramento em tempo real de dados de sua saúde – incluindo lembretes de medicamentos, exercícios e visitas a médicos – especialmente em Ásia.
Enquanto os pais na Ásia são extremamente confiantes (Índia: 88%; China: 87%), no Brasil (61%), Estados Unidos (60%) e Reino Unido (55%) são muito confiantes neste rastreamento se tornar uma rotina.
A maioria dos pais na China (85%), Índia (83%) e Brasil (70%) acredita que as descobertas médicas da AI irão erradicar o câncer.